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Jovens adeptos ao cigarro eletrônico têm mais chances de fumar maconha

O cérebro ainda em desenvolvimento dos adolescentes os deixa mais vulneráveis aos efeitos da nicotina e de outras drogas, como a cannabis

atualizado

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Jovem de capuz usando cigarro eletrônico - Metrópoles
1 de 1 Jovem de capuz usando cigarro eletrônico - Metrópoles - Foto: Unsplash/Divulgação

Fumar cigarros eletrônicos pode aumentar as chances de fumar maconha em até 3.5 vezes, especialmente entre os mais jovens. A descoberta, publicada no JAMA Pediatrics, foi feita por pesquisadores do Boston Children’s Hospital e da faculdade de medicina de Harvard.

Os pesquisadores usaram 21 estudos pré-existentes sobre o uso de cigarros eletrônicos e cannabis, resultando em uma análise de 128.227 participantes de 10 a 24 anos. Eles descobriram que entre adolescentes de 12 a 17 anos que usam cigarros eletrônicos há 94% de chance de também usarem maconha. Na faixa etária seguinte, entre jovens de 18 a 24 anos, o percentual é de 91%.

Segundo os médicos envolvidos na pesquisa, uma teoria para explicar a adição ao cigarro eletrônico e à maconha seria o estágio de desenvolvimento do cérebro dos adolescentes. Eles seriam mais vulneráveis a substâncias viciantes, como a nicotina e a maconha, porque ainda estão em desenvolvimento. O cérebro tenderia, então, a buscar sempre a sensação de recompensa, tornando o consumo de maconha, por exemplo, atraente.

Eletrônico ou não, o cigarro continua sendo uma ameaça à saúde presente e futura dos jovens: além dos males associados ao próprio ato de fumar, ele estimula o uso de outras drogas.

Ainda de acordo com os pesquisadores, o uso de maconha na adolescência pode causar declínio nas funções mentais até a vida adulta. A cannabis também está associada ao aumento do risco de psicoses, causando alucinações e delírios.

Apesar de possuir menos substâncias tóxicas do que o cigarro convencional, a opção eletrônica também é cheia de cancerígenos. A comercialização deste tipo de cigarro está proibida oficialmente no Brasil, mas a regulamentação está sendo debatida pela Anvisa.

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