É melhor saber: cigarro eletrônico também faz mal à saúde

O produto contém elevados níveis de nicotina e várias substâncias tóxicas que podem aumentar o risco de câncer

licsiren/istock

atualizado 04/02/2019 20:16

Queridinho dos jovens mas ainda proibido no Brasil, o cigarro eletrônico vem aparecendo nas mãos dos que desejam evitar os prejuízos do tabaco tradicional. O produto, moderno, com design semelhante ao de uma caneta, promete menos substâncias químicas e cancerígenos aos fumantes. O dispositivo libera vapor com nicotina, permitindo inalar a substância da mesma maneira que se faz no produto comum.

Apesar de possuir menos substâncias tóxicas do que o cigarro convencional, a opção eletrônica também é cheia de cancerígenos. Outro equívoco é acreditar que o gadget pode ser usado como uma maneira para deixar de fumar. Os cigarros eletrônicos possuem elevados níveis de nicotina, a substância viciante do cigarro.

A única “vantagem” da variedade eletrônica é que ela permite ao fumante utilizar o produto em locais públicos, já que não produz tanta fumaça. Porém, segundo a Anvisa e, de acordo com as recomendações da OMS, a comercialização deste tipo de cigarro está proibida oficialmente no Brasil. Não está cientificamente comprovada a sua segurança para a saúde dos fumantes. Apesar de não ser comercializado no país, é permitido e muito popular em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Israel.

Principais riscos do cigarro eletrônico
Devido à presença de nicotina e outras substâncias químicas que dão sabor, por exemplo, os cigarros eletrônicos possuem alguns riscos:

  • Criação de um novo vício: este tipo de cigarro contém nicotina e, por isso, continua sendo viciante para o organismo, não ajudando a deixar de fumar;
  • Doenças cardíacas: parte dos usuários utiliza o cigarro eletrônico mais vezes que o cigarro convencional, aumentando os níveis de nicotina no organismo. O excesso da substância provoca lesões nos vasos sanguíneos, aumentando o risco de pressão alta e problemas no coração;
  • Doenças no pulmão: alguns dos sabores usados nos cigarros eletrônicos possuem uma substância conhecida como diacetilo, que aumenta o número de lesões nos pulmões;
  • Câncer de bexiga: 90% da nicotina inalada se acumula na urina, alterando a mucosa interna da bexiga e favorecendo as mutações das células que dão origem ao câncer.

Com informações do portal Tua Saúde.

Últimas notícias