Jovem descobre câncer grave após ter sintoma confundido com ansiedade
Dor no peito foi atribuída à ansiedade e distensão muscular. Meses depois, os exames revelaram câncer já no estágio 4
atualizado
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Uma dor persistente no peito foi o primeiro sinal de que algo não ia bem com a saúde de Emma Herring, de 22 anos. Moradora de Durham, na Inglaterra, a jovem procurou atendimento médico em abril de 2025, mas ouviu que o desconforto poderia estar ligado à ansiedade.
Meses depois, ela descobriu que a causa real era um linfoma de Hodgkin em estágio 4, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático.
Emma conta que o caminho até o diagnóstico foi cheio de idas e vindas em hospitais, com hipóteses que não explicavam da forma certa a persistência dos sintomas. “Eu sabia que havia algo errado”, relatou a jovem à imprensa britânica.
Sintomas confundidos com ansiedade e problema muscular
Emma procurou atendimento médico assim que começou a sentir dores no peito, em abril de 2025. Na primeira avaliação, ouviu que o desconforto poderia estar relacionado à ansiedade.
Como a dor continuou nas semanas seguintes, ela decidiu buscar ajuda novamente e foi ao pronto-socorro. Lá, ela esperava fazer um eletrocardiograma, mas o exame não chegou a ser feito.
A explicação dada pelo médico foi que o incômodo poderia ser consequência de uma distensão muscular associada a uma crise de pânico. Apesar da paciente ter histórico de ansiedade, ela não relatou nenhum episódio desse tipo no pronto-socorro.
Meses depois, um raio-X indicou a presença de uma massa no tórax. Ainda assim, a hipótese considerada foi a de pneumonia, e Emma recebeu prescrição de antibióticos. A possibilidade de câncer acabou descartada naquele momento, principalmente por causa da idade dela.
Diagnóstico em estágio avançado
Sem melhora e com o quadro clínico cada vez mais preocupante, Emma foi encaminhada, em novembro, ao Hospital Universitário de North Durham para novos exames de imagem. A tomografia revelou a gravidade da situação.
Ela recebeu, por telefone, a confirmação de que estava com linfoma de Hodgkin em estágio 4 — o nível mais avançado da doença. Os médicos identificaram um tumor de sete centímetros no peito e outro de quatro centímetros no pescoço, além do comprometimento de gânglios linfáticos.
A jovem descreveu o momento como o mais assustador da sua vida. Segundo ela, a notícia inicial foi dada sem suporte presencial, o que tornou o impacto ainda mais difícil.
Tratamento e efeitos colaterais
Devido ao caráter agressivo do câncer, a quimioterapia começou imediatamente. O plano inicial previa quatro ciclos, mas foi ampliado para seis ao longo do tratamento. Atualmente, Emma está na quinta etapa.
Entre os efeitos mais marcantes, ela cita a queda de cabelo poucas semanas após o início da quimioterapia. Outro ponto delicado foi a impossibilidade de realizar o congelamento de óvulos antes do tratamento, já que a intervenção precisava começar imediatamente.
A rotina dela também mudou drasticamente: a jovem conta que sente cansaço intenso e tem momentos em que precisa de ajuda até para atividades simples do dia a dia, além de ter o risco de ficar infértil.
Alerta para outros pacientes
Antes do diagnóstico, Emma levava uma vida considerada saudável e comemorava conquistas pessoais, como a mudança para o próprio apartamento. Hoje, diz sentir que a vida está “em pausa”.
Ela acredita que o fato de ser nova contribuiu para que as hipóteses mais graves fossem descartadas. Por isso, decidiu tornar pública a própria história como forma de conscientização. Emma deixa claro que insistir quando os sintomas persistem e buscar uma segunda opinião médica é extremamente necessário.
