Johnson & Johnson inicia testes em humanos de vacina contra Covid-19

O anúncio foi feito após publicação na revista Nature mostrar primeiras evidências positivas do método de imunização, em macacos

atualizado 31/07/2020 15:37

vacina laboratório Divulgação/Louis Reed/Unsplash

A farmacêutica Johnson & Johnson começou a realizar testes clínicos das fases 1 e 2 de uma nova vacina para a Covid-19 em cerca de mil pessoas nos Estados Unidos e na Bélgica na quinta-feira (30/7). No mesmo dia, um estudo pré-clínico realizado em macacos foi publicado na revista Nature, mostrando que o método obteve resposta imune adequada contra o novo coronavírus.

Os testes clínicos serão feitos em 1.045 voluntários saudáveis, divididos em dois grupos: um com idades entre 18 e 55 anos e outro composto por pessoas com mais de 65 anos. O estudo será randomizado e duplo-cego: isso significa que nem os participantes nem os pesquisadores saberão quem receberá a dose do imunizante ou uma injeção com placebo.

Os pesquisadores da empresa esperam passar para a fase 3 (de testes em larga escala) ainda em setembro, quando estiverem com os dados intermediários dos ensaios clínicos em humanos em mãos. Na fase final, eles realizarão dois ensaios paralelos para observar se a vacina funcionará com uma ou duas doses.

A companhia também tem planos para um estudo de fase 1 no Japão e de fase 2 em três países europeus: Holanda, Espanha e Alemanha. A Janssen – braço da Johnson que cuida de vacinas – espera fabricar e distribuir mais de 1 bilhão de doses contra a Covid-19 em todo o mundo até 2021.

Estudo em macacos

Os testes preclínicos da candidata à imunização foram realizados com 52 macacos da espécie rhesus. De acordo com o estudo publicado na Nature, a vacina em dose única, baseada em vetores de adenovírus, provocou uma resposta imunológica robusta de anticorpos neutralizantes, protegendo os pulmões dos animais da infecção provocada pelo novo coronavírus.

Seis animais que receberam a vacina ficaram completamente protegidos. O vírus não foi detectado no trato respiratório inferior deles após a exposição ao Sars-CoV-2. Apenas um apresentou níveis muito baixos do vírus.

Em comunicado, a empresa informou que “dos sete protótipos de vacinas testados no estudo, o Ad26 provocou os níveis mais altos de anticorpos neutralizantes para o Sars-CoV-2”.

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