Já tive dengue uma vez. Corro o risco de pegar de novo?

Há quatro subtipos do vírus da dengue em circulação no Brasil. Saiba o que isso significa para o contágio da doença

atualizado 02/07/2020 6:31

RAFAEL NEDDERMEYER/FOTOS PÚBLICAS

Enquanto os pesquisadores se debruçam sobre os estudos para entender melhor o comportamento do novo coronavírus, a dengue continua sendo motivo de preocupação no Brasil.

Para se ter uma ideia da complexidade dessa enfermidade, uma mesma pessoa pode ser infectada em até quatro ocasiões diferentes. O mosquito Aedes aegypti é vetor de quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

“Temos quatro sorotipos e todos eles circulam no Brasil. Uma pessoa que tenha contraído um desses tipos cria anticorpos contra ele (fica imune), mas não para os demais. Por isso, é possível pegar a dengue até quatro vezes”, explica o virologista José Eduardo Levi, do Laboratório Exame.

As infecções subsequentes tendem a ser mais graves, sobretudo a segunda. “Isso ocorre porque os anticorpos criados para a tipo 1, por exemplo, combatem a tipo 1. Nos outros, eles ajudam a disseminar o vírus, mas não o neutralizam”, explica Levi.

A epidemia de dengue costuma variar de um lugar para outro, justamente em razão da diversidade dos sorotipos. Estudos apontam que a cada quatro anos há uma grande epidemia, por causa da inserção de um sorotipo diferente do combatido anteriormente.

O Distrito Federal já registrou 39.219 casos prováveis de dengue e 33 óbitos em decorrência da até 13 de junho de 2020.

A variação dos sorotipos da dengueé tão complicada que dificulta a criação de uma vacina 100% eficaz contra a enfermidade.

Sintomas mais comuns de dengue:

-Febre;
-Vômito;
-Enjoo;
-Dores de cabeça;
-Dores musculares; e
-Dores ao movimentar os olhos.

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