Vacina do Instituto Butantan contra dengue está na última fase de testes

Método de imunização que está sendo testado em 17 mil pessoas e tem obtido bons resultados contra os quatro tipos de vírus da doença

atualizado 10/06/2020 13:35

Mosquito da DengueJoao Paulo Burini/Getty Images

O Instituto Butantan encontra-se na última e mais avançada fase de testes da vacina contra a dengue. A imunização foi desenvolvida com vírus geneticamente atenuado para proteção contra os quatro tipos de vírus da dengue.

Desde 2016, os cientistas realizam o ensaio clínico com 17 mil voluntários entre 2 e 59 anos, em parceria com 16 centros nacionais de pesquisa. Essa fase tem duração de cinco anos, mas nem todos voluntários estão sendo vacinados ao mesmo tempo, por isso, a pesquisa deve prosseguir pelos próximos anos para, então, ter a obtenção do registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A fórmula Butantan-DV tem se mostrado segura desde a fase 2 e apresentado boas respostas imunes em voluntários que nunca tiveram contato com o vírus e também nos que já tiveram com um dos tipos da doença. Uma outra vacina já desenvolvida é recomendada apenas para quem já teve dengue, ou seja, não serve para a prevenção generalizada.

O diretor do Centro de Segurança Clínica e Gestão de Risco do Instituto Butantan, Alexandre Precioso, disse em entrevista ao jornal O Globo, que o método também se mostrou eficiente em ativar o sistema imunológico do corpo contra os quatro tipos de vírus, com apenas uma dose da vacina. A imunização vem sendo desenvolvida há 12 anos em parceria com o National Institutes of Health (NIH) e a organização American Type Culture Collection (ATCC), ambos órgãos dos Estados Unidos.

Dengue no Brasil
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a dengue como uma doença endêmica, que se se manifesta com frequência, em mais de cem países.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, entre 29 de dezembro de 2019 e 16 de maio foram notificados 802 mil casos prováveis de dengue no país. A taxa de incidência é de 381,6 casos por 100 mil habitantes. A região Centro-Oeste apresentou a maior incidência, com 967,3 casos por 100 mil habitantes, seguida pelas regiões Sul (884,9/100 mil, Sudeste (317,1/100 mil), Nordeste (143,1/100 mil) e Norte (93,4/100 mil).

Veja como uma vacina é desenvolvida:

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