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Saúde

Além da estética: implante mamário pode atuar na reconstrução do seio

Implantes mamários também são indicados para reconstrução dos seios após câncer, traumas e malformações congênitas

24/07/2026 02:00
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Mulher em consulta com médico cirurgião, para colocar prótese mamária-Metrópoles

Os implantes mamários costumam ser associados ao aumento das mamas por motivos estéticos, mas essa é apenas uma das aplicações da técnica. Em diversos casos, eles fazem parte do tratamento de pacientes que passaram por cirurgias, sofreram traumas ou nasceram com alterações que comprometem o desenvolvimento das mamas.

Além de devolver o volume mamário, os implantes podem ajudar a restaurar a simetria corporal e melhorar a qualidade de vida após procedimentos como a mastectomia, realizada no tratamento do câncer de mama. A indicação, porém, depende das características de cada paciente e deve ser feita por um cirurgião plástico.

Reconstrução vai além da aparência

A reconstrução mamária é a principal indicação médica das próteses. Ela pode ser realizada após a retirada parcial ou total da mama por causa do câncer, seja no mesmo procedimento cirúrgico ou depois da conclusão do tratamento.

Os implantes também podem ser utilizados em pacientes que perderam tecido mamário após acidentes, queimaduras, infecções ou cirurgias anteriores. Em algumas situações, é necessário usar um expansor temporário antes da colocação da prótese definitiva.

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Segundo o cirurgião plástico Leonardo Dotto, que atende em Brasília, a escolha da técnica busca equilibrar segurança e bons resultados. “Os implantes permitem restaurar o volume da mama com uma cirurgia menos invasiva e recuperação geralmente mais rápida”, explica.

Alterações congênitas também podem exigir tratamento

Nem todas as indicações surgem ao longo da vida. Algumas mulheres nascem com alterações que comprometem o desenvolvimento das mamas, como a síndrome de Poland, a mama tuberosa, a hipoplasia mamária e assimetrias importantes.

Nesses casos, os implantes mamários podem ser associados a outras técnicas reparadoras para devolver proporção e simetria ao tórax. A decisão leva em conta fatores como quantidade de tecido disponível, histórico de radioterapia, condições clínicas e expectativas da paciente.

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Embora sejam uma opção frequente na reconstrução, os implantes mamários não são indicados para todos os casos. Em pacientes com grande perda de tecidos ou sequelas da radioterapia, por exemplo, pode ser mais vantajoso utilizar tecidos existentes ou combinar diferentes técnicas cirúrgicas.

A cirurgiã plástica Carine Barreto Gonzaga, que atende em Sergipe, reforça que o procedimento tem um papel importante na recuperação das pacientes.

“A reconstrução mamária representa uma etapa importante da reabilitação física e emocional de muitas mulheres”, lembra.

Apesar dos avanços nos materiais e na tecnologia das próteses, o acompanhamento médico continua sendo essencial. Os implantes não têm um prazo fixo para substituição, mas devem ser monitorados periodicamente para identificar possíveis complicações, como ruptura, contratura capsular ou deslocamento.

Segundo os especialistas, o planejamento individualizado permite alcançar um resultado seguro, funcional e que contribua para a recuperação da autoestima e da qualidade de vida das pacientes.