APOE2: gene pode ajudar a reparar o DNA e adiar o envelhecimento
Pesquisa mostra que pessoas com o gene têm mais chance de viver mais anos e estão mais protegidos contra o Alzheimer
atualizado
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O envelhecimento é natural e desencadeado por uma série de fatores biológicos. Um deles é o DNA — e um novo estudo sugere que um gene específico, a variante APOE2, pode estar ligado a uma maior longevidade e proteger contra o desenvolvimento do Alzheimer.
O estudo, publicado na revista Aging Cell em 8 de maio, explica que o gene é responsável por manter o DNA dos neurônios intacto e evitar que eles entrem em uma fase danificada que contribui para a neurodegeneração.
Os pesquisadores conseguiram isolar o APOE2 usando células-tronco geneticamente modificadas para apresentar diferenças apenas no local do gene. Foram gerados dois tipos de neurônios a partir das células e os cientistas compararam como o APOE2 afetou cada uma delas.
“Nosso trabalho demonstra que os neurônios APOE2 são mais eficazes na prevenção e reparação de danos ao DNA e resistem ao programa de envelhecimento celular que impulsiona grande parte do declínio na terceira idade. Nossas descobertas apontam para direções terapêuticas completamente novas”, conta a autora sênior da pesquisa, Lisa M. Ellerby.
A pesquisadora conta que os resultados são importantes por que mostram como o gene ajuda os neurônios a proteger o próprio genoma e conecta o APOE2 a alguns dos maiores campos de estudo em envelhecimento.
Agora, a pesquisa tenta definir como exatamente o APOE2 ajuda o DNA a se reparar. O objetivo dos cientistas é encontrar alvos para futuras terapias para ajudar pacientes que têm o APOE4, considerado o gene de maior risco para Alzheimer.
