Garoto tem síndrome rara após ajudar a manejar gado na fazenda da família
Blake necessitou de hemodiálise e ficou nove dias internado após apresentar dores abdominais, diarreia e piora da função dos rins

Um menino norte-americano de 13 anos, identificado como Blake, desenvolveu síndrome hemolítica urêmica (SHU) após uma suspeita de infecção por Escherichia coli produtora de toxina Shiga. Segundo o relato familiar publicado pela Parker’s Promise, a possível origem foi o contato com gado.
Nos dias 16 e 17 de março de 2025, o garoto estava trabalhando com um fazendeiro, ajudando no manejo de aproximadamente 150 bovinos, com atividades como alimentação, vermifugação e coleta de sangue.
Os sintomas começaram em 25 de março, com dores abdominais e diarreia. A família procurou a emergência, e os médicos identificaram inflamações no abdômen e no intestino.
Blake recebeu alta e medicamentos, mas apresentou vômitos e fraqueza intensa. Em 2 de abril, foi internado. No dia seguinte, os exames indicaram falência dos rins, exigindo hemodiálise.
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Ver todasO que é a síndrome hemolítica urêmica?
Segundo o Ministério da Saúde, a SHU é uma doença grave caracterizada pela destruição de glóbulos vermelhos, redução das plaquetas e lesão renal aguda.
A forma infecciosa pode ocorrer após consumo de água ou alimentos contaminados, ou contato com fezes de pessoas e animais infectados. Bovinos estão entre os principais reservatórios naturais da E. coli O157:H7, associada à condição. A infecção pode começar com diarreia, vômitos e cólicas abdominais.
Quais são os sintomas da SHU
- Palidez.
- Sonolência acentuada.
- Redução da quantidade de urina.
- Inchaço.
A diarreia pode conter sangue, mas a ausência de sangramento não exclui a síndrome. Entre as complicações estão insuficiência renal, hipertensão e sequelas neurológicas permanentes. Segundo a pasta, de dois a cinco por cento dos casos podem evoluir para morte.
Como funciona o tratamento?
O tratamento é de suporte, com controle de líquidos e sais minerais, apoio nutricional e, quando necessário, transfusões. Casos graves geralmente exigem cuidados intensivos. O Ministério da Saúde não recomenda antibióticos para a diarreia associada ao quadro, pois podem agravar o comprometimento renal.
No caso de Blake, ele recebeu três sessões de hemodiálise e transfusões. Com a melhora gradual dos rins, teve alta em 10 de abril, após nove dias, com medicação para a pressão e acompanhamento nefrológico mensal.
