Fui picado por uma cobra: o que devo fazer e o que devo evitar?

Estudante de veterinária do DF foi atacado por uma Naja e está internado. Caso reforça necessidade de cuidados e o perigo da ilegalidade

atualizado 09/07/2020 10:09

najaCapt Suresh Sharma/ Getty

O caso do estudante de veterinária de 22 anos picado por uma Naja no DF, na última terça-feira (7/7), reacendeu o alerta sobre os riscos de se criar, manusear ou instigar cobras. A presença de serpentes em ambientes urbanos costuma ser rara, mas ela existe e requer atenção redobrada.

O médico veterinário Elber Costa, especialista em animais silvestres, destaca que as cobras só costumam atacar quando se sentem ameaçadas. É um mecanismo de defesa. “As pessoas ficam curiosas, querem mexer e isso é perigoso”, destaca.

No caso do estudante Henrique Santos Krambeck Lehmkul, não há detalhes sobre como ocorreu o ataque. A Polícia Civil do DF e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abriram investigação para identificar a forma como a serpente entrou no Brasil. Após buscas no imóvel onde o jovem mora, a Naja foi encontrada perto de um shopping.

A legislação brasileira proíbe a criação de animais peçonhentos – a não ser em caso de estudo. Além dos criadores ilegais, porém, há curiosos que desrespeitam a lei e se dispõem ao risco.

O Metrópoles solicitou orientações ao especialista de como se comportar para evitar o ataque de uma serpente e o que fazer caso seja picado.

Como evitar um ataque de cobra?

– Evitar proximidade com o animal;
– Não mexer, perturbar ou instigar o animal de alguma forma;
– Para quem mora em casa, é sempre importante tomar cuidado com o lixo e folhas secas.

Fui picado, o que NÃO devo fazer?

– Em hipótese nenhuma deve-se fazer um garrote ou torniquete (usado para barrar a circulação sanguínea);
– Não se deve sugar o veneno;
– Não colocar nenhum tipo de substância sobre o ferimento (arnica, mastruz e afins).

Fui picado, o que eu DEVO fazer?

– Evitar caminhar, fazer exercícios ou movimentos que aumentem a atividade circulatória;
– A única recomendação para o local do ferimento é colocar compressa fria ou gelada (isso causa vasoconstrição e reduz a velocidade com que o veneno espalhe pelo sangue).

A importância do soro antiofídico no tratamento

– O veneno da serpente é uma enzima digestiva e o organismo humano atua contra essa proteína do veneno criando anticorpos. O soro antiofídico é carregado desses anticorpos que visam bloquear o veneno.

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