Estudante de veterinária é picado por cobra Naja no DF e fica em coma

Com insuficiência respiratória, o jovem foi submetido à intubação. O quadro é considerado grave

atualizado 09/07/2020 21:26

Naja que picou estudante de veterinária no GamaMaterial Cedido ao Metrópoles

Um jovem de 22 anos está em coma induzido após ser picado por uma cobra Naja. O incidente com o animal exótico ocorreu nessa terça-feira (7/7), no Gama. A família aguarda resultados de um tratamento feito com soro vindo do Instituto Butantan, de São Paulo. O medicamento chegou a Brasília na noite de terça-feira. O universitário está em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maria Auxiliadora.

Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul estuda medicina veterinária com ênfase em animais silvestres e exóticos. A Naja é comumente encontrada na África, no Sudoeste da Ásia, Sul da Ásia e Sudeste Asiático.

De acordo com informações dos familiares, o estudante teve reação negativa ao soro e o procedimento ficou suspenso até que o paciente volte a ficar estável.

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O Metrópoles apurou que Pedro foi levado ao hospital pelos pais. Ele apresentava palidez, tontura e dormência nos membros inferiores, sintoma que evoluiu e atingiu os membros superiores.

O estudante também estava com a visão turva. Especialistas do Instituto Butantan estão em contato direto com a equipe médica que cuida do caso.

O soro enviado pelo Instituto Butantan era o único guardado no estoque da entidade. O medicamento é de difícil exportação e, com a pandemia, ficou ainda mais complicado.

Pedro Henrique está com insuficiência respiratória e, por isso, foi submetido à intubação. O quadro é considerado grave. Ele está com ventilação mecânica e sonda. Os médicos devem voltar a aplicar o soro ainda nesta quarta-feira (8/7).

UnB

Por meio de nota, a Universidade de Brasília (UnB) disse que Pedro Henrique não é estudante da instituição. “O rapaz faz estágio na área de animais silvestres da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, mas o incidente não ocorreu na UnB (nem no local onde ele atua nem em outra área da Universidade). O animal não pertence à UnB”.

“De todo modo, a UnB manifesta solidariedade ao jovem e a seus familiares e deseja sua pronta recuperação. Também aproveita para ressaltar a importância da cautela no trato com animais, em qualquer situação”, dizia a nota.

Colaborou Lucas Magalhães

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