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Saúde

Fibromialgia pode aumentar risco de morte prematura, diz pesquisa

Pesquisa publicada em revista científica do grupo BMJ mostra que o risco de morte prematura é maior para pacientes com fibromialgia

11/07/2023 18:30, atualizado 12/07/2023 18:48
Westfield/Reprodução
Foto colorida mostra a cantora Lady Gaga - Metrópoles

Os pacientes que sofrem de fibromialgia correm maior risco de morrerem prematuramente, afirma pesquisa publicada na revista Rheumatic & Musculoskeletal Diseases, do grupo BMJ.

Ao revisar 8 estudos importantes sobre essa condição de saúde, os pesquisadores perceberam que os pacientes com fibromialgia tinham um risco 27% aumentado de morte por todas as causas ao longo do tempo. Os dados partem de informações médicas de 188 mil pessoas.

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De acordo com os resultados, além de serem mais vulneráveis a acidentes e infecções, os pacientes também tinham maior probabilidade de morrerem por suicídio.

O que é fibromialgia

A fibromialgia é uma condição neurológica que causa dor generalizada no corpo. A causa para o problema de saúde ainda não está estabelecida, o que faz com que o diagnóstico costume tardar anos e os tratamentos disponíveis sejam inespecíficos.

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Sem o diagnóstico e/ou tratamento, é comum que os pacientes passem meses ou anos convivendo com a dor e tenham a qualidade de vida prejudicada, apresentando cansaço excessivo, problemas de sono e transtornos psicológicos.

Entre os pacientes com a doença, o caso de Lady Gaga é um dos mais célebres, tendo a cantora já cancelado shows em turnês por conta das dores crônicas.

O documentário sobre a vida da cantora, chamado “Five Foot Two”, lançado em 2017, contém cenas dos bastidores em que é possível vê-la lidando com a fibromialgia.

Problema de saúde pública

De acordo com os autores da pesquisa, o aumento da mortalidade dos pacientes com fibromialgia decorrente de acidentes pode decorrer de fadiga, sono não reparador e das dificuldades de concentração que acompanham a doença.

As mesmas circunstâncias de vida podem provocar transtornos psicológicos que expliquem a maior taxa de suicídios no grupo.

Os autores do trabalho reforçam a necessidade de que a doença receba mais atenção da comunidade médica.

“A fibromialgia costuma ser chamada de ‘condição imaginária’, com debates contínuos sobre a legitimidade e a utilidade clínica desse diagnóstico. Nossa revisão fornece mais uma prova de que os pacientes com fibromialgia devem ser levados a sério, com foco particular na triagem de ideação suicida, prevenção de acidentes e prevenção e tratamento de infecções”, afirmam.

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