Exercício diminui chances de remissão do câncer de mama, diz estudo

Pesquisadores indicam que 15 minutos de exercício semanais já ajudam a aumentar expectativa de mulheres que sobreviveram ao câncer de mama

atualizado 18/11/2022 13:17

mulher idosa levantando pesos em casa Getty Images

Apenas 15 minutos de exercício semanais podem prolongar a sobrevida de seis em cada 10 mulheres que venceram o câncer de mama. A afirmação foi feita por pesquisadores da Kaiser Permanente Southern California, nos Estados Unidos, que publicaram um artigo na revista científica Jama Network nessa quinta-feira (17/11).

Os cientistas acompanharam 315 mulheres que receberam o diagnóstico de câncer de mama entre 1996 e 2012 e se recuperaram. Todas já haviam passado pela menopausa e tinham em média 71 anos. O grupo realizou questionários com as participantes entre 2013 e 2015, e elas foram observadas até abril deste ano.

Metodologia

Cada voluntária deveria responder sobre os hábitos de exercício semanais. Em seguida, elas foram divididas em três grupos baseado nas respostas: ativas, moderadamente ativas e sedentárias (ou seja, que realizavam menos de 15 minutos de atividade física por semana).

Após as análises, os pesquisadores indicaram que mesmo as participantes com 15 minutos de exercício semanais tiveram aumento da expectativa de vida após receberem o diagnóstico do câncer de mama. De acordo com os cientistas, o risco de morte prematura diminuia em 60% nos primeiros dois grupos, em comparação com as sedentárias. Isso significa que, a cada 10 mulheres nos grupos ativos, seis tiveram melhor sobrevida.

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“Já é sabido que a atividade física gera um efeito que diminui o risco de câncer de mama. Mas queríamos analisar o impacto dela após o diagnóstico, o que ainda é controverso. Nosso trabalho teve como objetivo medir a associação entre o exercício e o risco de morte precoce em pacientes que já venceram o câncer”, afirmaram os autores na divulgação do Jama Network.

Agora, os pesquisadores estão realizando novos estudos para aprofundar as conclusões. Eles têm a esperança que, com o estudo, a prática de exercício físico moderado passe a ser incorporada para melhor resposta ao tratamento do câncer de mama.

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