1 de 1 Vacina Coronavac
- Foto: Fábio Vieira/Metrópoles
Um estudo publicado na plataforma medRxiv, na quinta-feira (29/12), sugere que as pessoas imunizadas com o esquema completo da vacina Coronavac precisam receber mais duas doses da vacina Pfizer para que atinjam uma proteção adequada contra a variante Ômicron do coronavírus.
De acordo com o trabalho realizado por pesquisadores da Universidade de Yale, dos Estados Unidos, e do Ministério da Saúde da República Dominicana, o esquema de duas doses de Coronavac mais uma de Pfizer gerou uma resposta de anticorpos 6,3 vezes menor contra a Ômicron. Quando comparado à resposta de anticorpos contra a Delta, o resultado também foi 2,7 vezes menor.
Proteção contra Ômicron
O grupo de pesquisadores também analisou amostras de pessoas que receberam apenas duas doses da vacina e, nestes casos, não houve neutralização contra a Ômicron. Em sua conta no Twitter, a professora Akiko Iwasaki, da Universidade de Yale, afirmou: “Os que receberam Coronavac podem precisar de 2 doses de reforço adicionais para atingir os níveis necessários contra a Ômicron.” Ela é uma das líderes do estudo.
No Brasil, a Coronavac é fabricada e distribuída pelo Instituto Butantan e foi a primeira vacina a ser aplicada em profissionais de saúde e em idosos.
Terceira dose da vacina contra a Covid-19
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O Ministério da Saúde anunciou a redução do intervalo de tempo para aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19. O reforço agora pode ser tomado quatro meses após a segunda dose
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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A decisão, implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente de grupo etário ou profissão
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Alguns estados, no entanto, reduziram ainda mais o intervalo de uma dose da vacina contra a Covid-19 para outra, como é o caso de São Paulo
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Quem tomou a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, deverá tomar a segunda dose com dois meses de intervalo. Cinco meses depois, o indivíduo poderá tomar o reforço
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Mulheres que tomaram a Janssen e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o imunizante da Pfizer
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A decisão de ampliar a oferta da dose de reforço foi tomada com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford
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As pesquisas informaram a necessidade de uma dose de reforço após as primeiras vacinações contra a Covid-19, incluindo para quem tomou a Janssen
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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Devido à variante Ômicron, órgãos de Saúde de diversos países alertam sobre importância da aplicação de doses de reforço para conter a propagação do vírus e o surgimento de novas cepas
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Agora, o Ministério da Saúde planeja concluir, até maio de 2022, a aplicação da dose de reforço para o público-alvo em todo o país