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Estudo revela quais frutas têm mais pesticidas

Foram encontrados pesticidas associados ao câncer, infertilidade, danos ao sistema nervoso e desequilíbrios hormonais

atualizado

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Laranjas, mexericas, limões
1 de 1 Laranjas, mexericas, limões - Foto: Getty Images

Um levantamento feito pelo grupo Pesticide Action Network UK (PAN UK) analisou dados de testes do governo britânico e encontrou substâncias químicas potencialmente ligadas a problemas como câncer, infertilidade e danos ao sistema nervoso em frutas consumidas no país.

O estudo considerou amostras de produtos cultivados no Reino Unido e importados, comparando a presença de até 122 tipos de pesticidas e suas combinações em frutas, legumes e vegetais.

Os testes envolveram uma metodologia detalhada para identificar tanto a quantidade quanto a diversidade de pesticidas em cada alimento. Foram detectadas substâncias ligadas ao câncer, infertilidade, danos ao sistema nervoso e problemas hormonais.

Frutas mais afetadas

A análise revelou que as frutas cítricas suaves — como tangerinas, clementinas e mandarinas — são as mais afetadas, com 96% das amostras contendo múltiplos pesticidas. Laranjas (95%) e limões (89%) também apresentaram altos índices de contaminação.

“Embora as frutas cultivadas no Reino Unido também contenham resíduos preocupantes, os produtos importados, especialmente da África do Sul e da Índia, apresentam níveis muito mais elevados de contaminação por pesticidas”, explicou Nick Mole, da PAN UK.

Outro dado apontado no estudo é que 55% dos alimentos importados continham múltiplos pesticidas, em comparação com 31% dos produtos cultivados no Reino Unido. Além disso, os testes mostraram a presença de substâncias conhecidas como “químicos eternos” — compostos que permanecem no ambiente por longos períodos e podem causar câncer, defeitos congênitos e problemas no sistema imunológico.

O relatório chama a atenção para a necessidade de revisar as regras de segurança alimentar e reforçar a fiscalização, especialmente em relação a produtos importados. “Estamos falando de riscos à saúde que afetam diretamente o consumidor”, concluiu Mole.

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