Estudo de Harvard defende que acupuntura pode ajudar pacientes com Covid-19

Técnica milenar ajudaria a controlar a inflamação relacionada à morte de muitos pacientes

atualizado 14/08/2020 18:00

ilustração coronavírusadoslav Zilinsky/GettyImages

Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que uma versão moderna de acupuntura pode ajudar a diminuir a inflamação decorrente da infecção provocada pelo novo coronavírus.

O sintoma é uma consequência da “tempestade de citocinas”, que acontece quando o organismo tem uma resposta exagerada a uma infecção, e é relacionado à morte de grande parte dos pacientes com Covid-19.

O estudo, feito em ratos, usou eletroacupuntura para diminuir três tipos de citocinas ligadas à inflamação em animais com infecções bacterianas – a Covid-19 é uma infecção viral, mas a resposta imunológica é semelhante. Foi colocado um pequeno eletrodo na ponta de cada agulha para ativar o nervo vago e aumentar a emissão de dopamina, um neurotransmissor anti-inflamatório. Os ratos tratados tiveram três vezes mais chances de se recuperar da doença.

Segundo os pesquisadores, a acupuntura pode ser uma maneira complementar para tratar a inflamação, mas alertam que é preciso fazer testes em humanos para garantir que o procedimento é seguro e funcionaria contra a Covid-19.

“Nossos achados representam um passo importante nos esforços não só para entender a neuroanatomia da acupuntura, mas para identificar maneiras de incorporá-la ao arsenal de tratamento de doenças inflamatórias”, afirmou o professor Qiufu Ma, responsável pela pesquisa, à revista científica Neuron.

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