Estudo afirma: cirurgia para aumentar o pênis não funciona

Para especialistas, o procedimento é arriscado e não efetivo. Médicos dizem: "Maioria dos pacientes têm pênis de tamanho normal"

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atualizado 14/05/2019 13:37

Segundo uma pesquisa publicada no periódico Sexual Medicine Reviews (Revisões em medicina sexual, em livre tradução), cirurgias para aumentar o pênis são “inefetivas e arriscadas”. Com altas possibilidades de complicações, inclusive falta de sensibilidade permanente, a maioria dos 1.192 homens que participaram da pesquisa se disse insatisfeita com os resultados.

“Descobrimos que, em geral, os resultados são ruins, com baixas taxas de satisfação e riscos significativos de grandes complicações, como deformidade no pênis, disfunção erétil e até diminuição do órgão”, explicam os autores do estudo. Os dois procedimentos mais comuns envolvem injeções de preenchimento ou cirurgias para dividir um dos ligamentos.

Além de caro, na maioria das vezes, os pacientes que se submetem aos procedimentos possuem tamanho normal de pênis, mas enxergam o membro como “insuficiente”. A pesquisa afirma que muitos dos homens que passam pela cirurgia possuem transtorno de autoimagem e/ou de disfunção peniana, que envolvem uma insatisfação obsessiva com a própria aparência.

“Infelizmente, algumas clínicas escolhem ignorar essa informação. É algo errado em todos os níveis. Nossa visão é a de que apenas homens informados de todos os problemas técnicos que podem acontecer e que passarem por um tratamento psicológico completo, previamente, deveriam considerar esse tipo de cirurgia”, diz Gordon Muir, urologista do King’s College, em Londres, em entrevista ao jornal inglês The Guardian.

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