O doutor James Elist já virou herói para muitos homens (e, convenhamos, para muitas mulheres também). Há mais de dez anos, o urologista aprimora o que sem dúvida será uma de suas maiores contribuições para a história da humanidade: uma prótese de silicone que aumenta o tamanho e a largura do pênis.

Elist é o único no mundo autorizado a fazer esta plástica. Agora faz planos para disseminar a sua técnica. Na tarde desta sexta-feira (29/1) o Metrópoles conversou com o assessor e filho do médico, Jonathan Elist, que deu detalhes sobre seus planos de exportar a grande invenção.

A cirurgia é segura, leva meros 45 minutos e têm um índice de sucesso de 95%, segundo uma pesquisa liderada pelo doutor Elist. Os resultados ficam tão naturais que muitos pacientes nem contam para as parceiras ou parceiros que são “turbinados”.

O médico e a sua invenção, chamada de Penuma, ganharam destaque na edição de janeiro da revista americana GQ, em perfil assinado pela jornalista Amy Wallace. A publicação voltada para o público masculino é bastante respeitada nos Estados Unidos.

Elist, que nasceu no Irã e hoje mora em Los Angeles, já dedicou mais da metade de seus 66 anos para o estudo do pênis. É de autoria dele o primeiro artigo científico, ainda nos anos oitenta, que atrelou o fumo à impotência. Elist também é especialista em infertilidade. A jornalista conta que um mural na parede da clínica em Beverly Hills, bairro nobre de Los Angeles, exibe fotos de vários bebês concebidos com sua ajuda, em baixo das palavras “Missão Cumprida”.

É claro que o doutor Elist não é o único a pensar numa “cura”, digamos assim, para um problema que aflige muitos homens. (Quem nunca recebeu emails de spam que prometem “soluções milagrosas”?) O que diferencia o produto de Elist é ele ser o único a ter a aprovação da rígida agência de vigilância de produtos médicos dos Estados Unidos, o FDA.

No momento, somente Elist tem autorização para inserir a prótese em pacientes. A cirurgia custa US$ 13 mil, perto de R$ 52 mil—uma cifra tão abundante quanto os resultados da plástica. O urologista conta que já operou 1.300 homens, e espera receber autorização do FDA para vender o seu produto pelo mundo e treinar outros médicos para realizar o procedimento.

Doutor James ElistA prótese é inserida a partir de uma pequena incisão na altura do púbis. Funciona como uma pulseira cilíndrica colocada em volta da carne peniana. De acordo com a jornalista, parece um pão de cachorro quente transparente. Ela cobre 80% do pênis, com uma abertura na parte de baixo para prevenir que o órgão seja comprimido durante uma ereção.

A recuperação leva por volta de quatro meses, tempo em que o homem tem de abster do sexo. Os resultados, de acordo com a reportagem da GQ, são permanentes.

Confira resultados da técnica cirúrgica do doutor Elist (imagens fortes):

O site do doutor Elist apresenta vários testemunhos de clientes satisfeitos, como o Isaac M:

“Sofri a vida toda por causa do meu micro-pênis. Desperdiçava dias e noites lendo sobre remédios e técnicas diferentes que pudessem me ajudar. Eu convenci a mim mesmo, apesar do meu medo, de marcar uma consulta com o doutor Elist. Hoje faz um mês desde a minha cirurgia para aumento de pênis. Estou alucinadamente feliz com o resultado. O doutor Elist e sua equipe foram sensacionais. Minha vida mudou por completo agora que tenho um pacote e tanto! Minha noiva e eu mal podemos esperar para fazer um test-drive.

Os implantes vêm apenas nos tamanhos L, XL e XXL, pois “ninguém quer um tamanho pequeno”, garante o providencial doutor Elist. “Por isso não trabalhamos com numeração P, nem mesmo M”, acrescenta.

O urologista brasiliense Aderivaldo Cabral explica que no Brasil os tratamentos de aumento peniano só podem ser feitos em casos experimentais, com protocolo na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Segundo o médico, demanda para esse tipo de cirurgia tem. Mas ele destaca que a prótese de silicone para o pênis tem mais chance de gerar complicações que as chamadas próteses estáticas, como a das mamas para mulheres, por exemplo. “O pênis é um órgão que altera de tamanho, por isso é necessário compensar essa diferença, o que pode gerar mais problemas fisiológicos, mas nada que estudos aprofundados não superem as dificuldades”, considera Cabral.

 

 

Entrevista/Jonathan Elist

A equipe do Metrópoles conversou com Jonathan Elist, assessor e filho do grande doutor. Formado pelas universidades de Harvard e Stanford, Jonathan deu uma pausa na sua carreira de consultor para transformar o Penuma em um fenômeno global.

O doutor Elist atualmente peticiona o FDA para que outros médicos, além dele, possam fazer operações com a Penuma, prótese que ele criou. Vocês tem planos de exportar a técnica para o Brasil?
No momento, estamos focados na expansão dentro do mercado americano. Cada país tem regras específicas que dizem respeito à distribuição de próteses cirúrgicas. Ainda não tivemos a oportunidade de consultar com as autoridades brasileiras para saber os passos necessários que teríamos de tomar. Mas, sem dúvida, dentre os países latino-americanos, o Brasil está no topo da lista. Diria que há a possibilidade de nossa técnica chegar ao país em 2017.

Vocês tem planos para exportar o Penuma para quais países primeiro?
Pesquisamos primeiramente países do Oriente Médio e da Ásia. A cirurgia para aumento do pênis só pode ser feita em pacientes circuncisados. Então o nosso plano é exportar primeiro para países cuja maioria dos homens já são operados, como é o caso em vários países árabes e asiáticos. O índice de circuncisão no Brasil é mais baixo. Mas isso não é necessariamente um problema. O procedimento pode ser feito anteriormente à inserção do Penuma.

Como se deu a parceria entre você e seu pai?
Eu trabalho com o meu pai desde criança. Sempre fui muito fascinado com a clínica dele. Não tinha interesse nesse aspecto estético, de cirurgia plástica para o pênis. O que me interessava eram os tratamentos para infertilidade, por exemplo, e para pedra nos rins. Eu segui carreira como consultor, mas sempre na área de saúde. Isso é um negócio de família. A minha irmã mais nova, por exemplo, é jornalista, e sempre nos ajuda com questões de redes sociais, esse tipo de coisa. O nosso irmão caçula ainda está no terceiro ano de faculdade, portanto tem muito tempo para decidir se quer entrar no ramo.