Circuncisão: o que é e por que deve ser feita

A remoção da pele que cobre a cabeça do pênis facilita a higienização e diminui a incidência de infecções. Saiba mais

Ocskaymark, IstockOcskaymark, Istock

atualizado 29/03/2019 16:47

A circuncisão é o procedimento de remoção cirúrgica do prepúcio, pele que recobre a cabeça do pênis. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a maioria dessas cirurgias é realizada até os 5 anos por motivos médicos. O principal objetivo da cirurgia de fimose é remover o excesso de pele do órgão sexual masculino, que pode causar dor nas relações sexuais ou inflamações constantes. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 37% dos homens no mundo são circuncisados. De acordo com o urologista Carlos Watanabe, da Aliança Instituto de Oncologia, a circuncisão facilita a higienização, diminui a incidência de infecções urinárias e também previne doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids e a contaminação pelo vírus HPV. “Também há evidências de que pacientes circuncisados têm menor chance de desenvolverem câncer de pênis, e suas parceiras também apresentam menor probabilidade de apresentar câncer de colo no útero”, afirma o médico. 

A OMS recomenda a circuncisão em países com alta prevalência de HIV, especialmente na África Subsaariana. “Nos pacientes não circuncisados, o espaço entre o prepúcio e a glande serve para que se acumulem secreções, que aumentam o número de microorganismos, gerando inflamações locais. Além disso, o próprio prepúcio é mais frágil e pode sofrer pequenos traumas durante a atividade sexual, servindo como porta de entrada para vírus e bactérias”, esclarece o urologista.

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