Longevidade: estudo aponta as 5 melhores dietas para viver mais
Análise com mais de 100 mil pessoas sugere que padrões alimentares saudáveis podem acrescentar anos de vida, independente da genética
atualizado
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As escolhas alimentares podem influenciar diretamente a longevidade. Um estudo publicado na revista Science Advances em 13 de fevereiro indica que determinados padrões de alimentação saudável estão associados a maior expectativa de vida, mesmo quando fatores genéticos são considerados.
A pesquisa analisou dados de mais de 100 mil participantes do UK Biobank, um grande banco de informações de saúde do Reino Unido. Os voluntários foram acompanhados por pouco mais de uma década e responderam regularmente questionários sobre o que tinham consumido nas últimas 24 horas.
Com base nesses registros, os cientistas compararam os hábitos alimentares com a mortalidade ao longo do período e também avaliaram variantes genéticas relacionadas à longevidade. Ao todo, 4.314 participantes morreram durante o acompanhamento, o que permitiu estimar o impacto da alimentação sobre os anos de vida.
Padrões alimentares associados a mais anos de vida
Os pesquisadores avaliaram a proximidade das refeições dos participantes com cinco modelos de alimentação considerados saudáveis.
Entre eles estavam a dieta mediterrânea; a dieta DASH, voltada ao controle da pressão arterial; um padrão alimentar baseado em vegetais; o índice alternativo de alimentação saudável (AHEI); e uma dieta voltada à redução do risco de diabetes.
Apesar das diferenças entre elas, todas priorizam frutas, vegetais, grãos integrais e fontes magras de proteína, além de recomendar a redução de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados.
Os resultados sugerem que pessoas de 45 anos que seguiam essas dietas poderiam ganhar alguns anos adicionais de vida em comparação àquelas com hábitos menos saudáveis.
A alimentação baseada no índice alternativo de alimentação saudável apresentou as maiores estimativas, com cerca de 4,3 anos extras de vida para homens e 3,2 anos para mulheres.
O índice alternativo de alimentação saudável foi criado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, como uma ferramenta para avaliar a qualidade da dieta com o intuito de prevenir doenças crônicas. Ele preconiza consumo de vegetais, frutas, leguminosas, grãos integrais e gorduras saudáveis, enquanto prega a limitação de carne vermelha e processada, gordura trans e bebidas açucaradas.
Entre quem seguiu a dieta voltada à redução do risco de diabetes, a expectativa foi de aproximadamente três anos a mais para homens e 1,7 ano para mulheres. Já a dieta mediterrânea esteve associada a cerca de 2,2 anos adicionais para homens e 2,3 anos para mulheres.
Outro ponto observado foi que mesmo quem possuía predisposição genética menos favorável à longevidade apresentava menor risco de morte quando mantinha uma alimentação equilibrada.

O papel das fibras e dos alimentos naturais
Entre os componentes da dieta, a ingestão elevada de fibras apareceu como um dos fatores mais associados à maior expectativa de vida. Por outro lado, o consumo frequente de bebidas açucaradas apresentou relação mais negativa com a longevidade, já que o excesso de açúcar está ligado ao desenvolvimento de diabetes tipo 2 e outras doenças metabólicas.
Os autores explicam que dietas ricas em vegetais oferecem vitaminas, minerais e compostos bioativos que ajudam no funcionamento do organismo. As fibras, por exemplo, contribuem para a saúde intestinal e podem exercer efeito anti-inflamatório.
Os pesquisadores ressaltam que não é necessário seguir uma dieta perfeita para obter benefícios. Mesmo padrões alimentares próximos das recomendações já estiveram associados à melhor expectativa de vida. Para a equipe, os resultados reforçam a importância de hábitos alimentares equilibrados como estratégia de melhoria da saúde ao longo do envelhecimento.
Confira as melhores dietas para comer saudável:
















