1 de 1 Foto colorida de cuscuz em prato - Metrópoles
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O cuscuz faz parte da dieta do brasileiro. Para os nordestinos, o prato costuma ser servido com manteiga, charque ou coco, na versão doce. Para os paulistas, a receita conta com ingredientes como ovos cozidos, tomate, pimentão e sardinha. Mas atenção, pessoas com diabetes, resistência à insulina ou dificuldade de controle glicêmico devem evitar o consumo em grandes quantidades.
O cuscuz é um alimento rico em amido derivado do milho, sendo uma fonte de carboidrato complexo, rapidamente absorvido e digerido na forma de glicose, levando a picos de açúcar no sangue.
“Para pessoas com diabetes, ele pode levar ao descontrole da glicose”, explica o endocrinologista Paulo Miranda, coordenador do Departamento Internacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Mas o médico explica que isso não faz do cuscuz um vilão. A grande questão é a quantidade e o contexto em que o alimento é consumido. “Uma quantidade pequena, inserida dentro de uma refeição complexa, como o café da manhã, não seria um problema”, esclarece Miranda.
Nesse cenário, é indicado o consumo da farinha de milho associado a proteínas e fibras — como ovos e frutas — para evitar picos de açúcar no sangue.
“Quando entra na refeição acompanhado de proteínas, como ovos, frango, peixe ou queijos, e de alguma gordura boa, como azeite ou sementes, ajuda a promover mais saciedade e equilíbrio nutricional”, afirma a nutricionista Laita Babio, do Espaço Hi, em São Paulo.
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O diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada
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O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas
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A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo
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Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal
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O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais
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Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta
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O diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má-formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros
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Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento
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É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença
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Os sintomas do diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco
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Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções
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O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (diabetes)
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Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle
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Quando o diabetes não é tratado devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão
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Benefícios do cuscuz
Além dos carboidratos, que dão energia, o cuscuz contém pequenas quantidades de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo, e minerais como ferro, magnésio e fósforo, de acordo com a nutricionista Cynara Oliveira, supervisora de Nutrição Hospital Santa Lúcia, em Brasília.
“O cuscuz pode fazer parte de uma alimentação saudável, principalmente quando consumido com equilíbrio e combinado com outros alimentos nutritivos”, afirma a especialista.
Cuscuz pode substituir outros carboidratos?
Algumas pessoas usam o cuscuz para substituir outros alimentos que também são fontes de carboidratos, como pão, arroz, tapioca, macarrão e tubérculos.
Os especialistas concordam que a farinha de milho é uma fonte saudável de carboidrato, mas o mais importante é variar e observar a quantidade consumida.
Segundo o endocrinologista Paulo Miranda, de maneira geral, os carboidratos são absorvidos na mesma velocidade. Os que têm mais fibras — como arroz integral, quinoa e centeio — são absorvidos mais lentamente. Mas o que faz diferença no final das contas é o conteúdo total da refeição.
“Quanto maior a complexidade da refeição, maior é a sua qualidade nutricional e menor é a velocidade com que o carboidrato vai ser absorvido. Do ponto de vista metabólico, isso é bom tanto para pessoas com ou sem distúrbios do metabolismo do carboidrato”, afirma.