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Injeção contra HIV: como funciona o lenacapavir? Existe no SUS?

A Anvisa aprovou o uso do lenacapavir, PrEP injetável que impede a infecção pelo HIV, mas ainda restam dúvidas sobre preço e uso no SUS

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Imagem colorida artificialmente de microscópio eletrônico mostra o vírus HIV - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida artificialmente de microscópio eletrônico mostra o vírus HIV - Metrópoles - Foto: Callista Images/Gettyimages

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nessa segunda-feira (12/1) o uso do lenacapavir para a prevenção do HIV. O medicamento funciona como uma injeção semestral para a profilaxia pré-exposição (PrEP), ou seja, reduz significativamente o risco de infeção no semestre seguinte à aplicação em pessoas que não tenham o vírus.

Embora seja uma injeção, não se trata de uma vacina. É uma potente dose de antirretroviral que impede a proliferação do vírus do HIV, caso ele entre em contato com o organismo. Essa forma de administração de PrEP, para a Anvisa, facilitará a adesão à prevenção, que atualmente é feita com a administração diária de comprimidos.


O que é o HIV e sua diferença para a aids?

  • O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um microrganismo que ataca o sistema imunológico.
  • Quando não é tratado, ele pode evoluir para a aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), que representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV.
  • Embora não exista a cura para a aids, o tratamento antirretroviral pode controlar a infecção, permitindo que pessoas vivendo com HIV tenham uma vida longa e saudável.
  • O tratamento correto pode fazer com que o paciente atinja a carga viral indetectável para o HIV, ou seja, tão baixa que não pode ser detectada por testes padrão. Nesse caso, a pessoa também não transmite o vírus.
  • O HIV é transmitido principalmente através de fluidos corporais específicos, durante o sexo sem proteção, compartilhamento de seringas e de mãe para filho durante o parto, quando não for bem assistido.
  • Beijos, suor, ou qualquer outra forma de contato íntimo, incluindo o sexo feito com preservativo, não transmite o HIV.
  • O SUS disponibiliza testes rápidos para o HIV e também o tratamento preventivo com a profilaxia pré-exposição (PrEP), com o uso de um remédio diário. Procure um serviço de saúde e informe-se para saber se você tem indicação para PrEP.

Quem pode usar o lenacapavir?

A indicação da Anvisa atende adultos e adolescentes a partir de 12 anos com peso mínimo de 35 quilos sob risco de infecção. O início do uso exige teste com resultado negativo para HIV.

Qual é o nível de eficácia na prevenção?

Os estudos clínicos demonstraram 100% de eficácia na redução da incidência de HIV-1 entre mulheres cisgênero, resultado que nunca havia sido observado. Os dados indicaram também uma melhor adesão dos usuários, chegando a 89% dos casos. Esse é um doa obstáculos da PrEP oral diária, já que muitas pessoas acabam esquecendo de tomar os comprimidos.

O estudo Purpose 1 avaliou a formulação injetável em 5,3 mil mulheres cisgênero na África entre 16 e 25 anos, sem HIV. A comparação envolveu lenacapavir, Descovy e Truvada, padrão distribuído pelo SUS. Após doze meses, nenhuma das 2.134 voluntárias que receberam lenacapavir contraiu HIV. Entre participantes com Truvada, 16 de 1.068 tiveram infecção. No grupo com Descovy, 39 de 2.136 adoeceram.

Como funciona o lenacapavir?

Vendido sobre o nome comercial de Sunlenca, o remédio já é usado para o tratamento de HIV resistente em doses orais e agora como prevenção em sua apresentação injetável.

O composto atua como inibidor de múltiplos estágios da função do capsídeo (a capa protetora) do HIV-1. A ação impede a replicação viral ao evitar que o vírus ingresse nas células para iniciar sua reprodução.

Será distribuído pelo SUS?

A avaliação para oferta no Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao SUS (Conitec), ainda sem data para ocorrer. Um dos principais fatores para a decisão pela oferta ou não do lenacapavir é o preço.

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A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids
Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico
O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas
O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais
Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. O causador da aids ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida
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HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. O causador da aids ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida

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A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids
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A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids

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Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico
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Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico

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O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas
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O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas

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O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais
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O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais

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Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
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Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Hugo Barreto/Metrópoles
A empresa de biotecnologia Moderna, junto com a organização de investigação científica Iavi, anunciou no início de 2022 a aplicação das primeiras doses de uma vacina experimental contra o HIV em humanos
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A empresa de biotecnologia Moderna, junto com a organização de investigação científica Iavi, anunciou no início de 2022 a aplicação das primeiras doses de uma vacina experimental contra o HIV em humanos

Arthur Menescal/Especial Metrópoles
O ensaio de fase 1 busca analisar se as doses do imunizante, que utilizam RNA mensageiro, podem induzir resposta imunológica das células e orientar o desenvolvimento rápido de anticorpos amplamente neutralizantes (bnAb) contra o vírus
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O ensaio de fase 1 busca analisar se as doses do imunizante, que utilizam RNA mensageiro, podem induzir resposta imunológica das células e orientar o desenvolvimento rápido de anticorpos amplamente neutralizantes (bnAb) contra o vírus

Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças aprovou o primeiro medicamento injetável para prevenir o HIV em grupos de risco, inclusive para pessoas que mantém relações sexuais com indivíduos com o vírus
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Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças aprovou o primeiro medicamento injetável para prevenir o HIV em grupos de risco, inclusive para pessoas que mantém relações sexuais com indivíduos com o vírus

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O Apretude funciona com duas injeções iniciais, administradas com um mês de intervalo. Depois, o tratamento continua com aplicações a cada dois meses
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O Apretude funciona com duas injeções iniciais, administradas com um mês de intervalo. Depois, o tratamento continua com aplicações a cada dois meses

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O PrEP HIV é um tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) feito especificamente para prevenir a infecção pelo vírus da Aids com o uso de medicamentos antirretrovirais
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O PrEP HIV é um tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) feito especificamente para prevenir a infecção pelo vírus da Aids com o uso de medicamentos antirretrovirais

Joshua Coleman/Unsplash
Esses medicamentos atuam diretamente no vírus, impedindo a sua replicação e entrada nas células, por isso é um método eficaz para a prevenção da infecção pelo HIV
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Esses medicamentos atuam diretamente no vírus, impedindo a sua replicação e entrada nas células, por isso é um método eficaz para a prevenção da infecção pelo HIV

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É importante que, mesmo com a PrEP, a camisinha continue a ser usada nas relações sexuais: o medicamento não previne a gravidez e nem a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis, por exemplo
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É importante que, mesmo com a PrEP, a camisinha continue a ser usada nas relações sexuais: o medicamento não previne a gravidez e nem a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis, por exemplo

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Qual o preço que o lenacapavir terá?

A Anvisa advertiu que o registro depende de definição de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, o que ainda não tem data definida.

Em entrevista anterior ao Metrópoles, o médico sanitarista Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, afirmou que é preciso respeitar essas etapas antes de pensar na distribuição.

“Sabemos da importância do medicamento e queremos oferecer esta alternativa. Estamos negociando diretamente com a farmacêutica. Até o momento, não sabemos com que preço ele deve ser oferecido“, contou o médico.

Uma análise publicada em 2025 na revista The Lancet indicou a possibilidade de redução expressiva no preço. O estudo liderado pelo pesquisador Andrew Hill estima custo anual de US$ 25 para duas doses, enquanto o preço atual alcança cerca de US$ 24,9 mil por pessoa.

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