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Saúde

Dieta gordurosa pode levar à depressão e Alzheimer, sugere estudo

Pesquisa realizada em ratos aponta que obesidade e diabetes podem estar relacionadas com o surgimento de depressão, ansiedade e Alzheimer

11/07/2022 14:00, atualizado 11/07/2022 16:56
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Unsplash/Reprodução
Foto colorida de hambúrguer

Um estudo realizado por  pesquisadores da University of South Australia descobriu que ratos alimentados com dietas gordurosas apresentam sinais de declínio cognitivo, depressão, ansiedade e Alzheimer.

Publicada na Metabolic Brain Disease, a pesquisa acompanhou o estado de saúde de roedores expostos a alimentos gordurosos durante 30 semanas. O período corresponde a boa parte da vida deles, já que a espécie costuma viver até aproximadamente um ano e meio. Durante o período, os animais passaram por testes de tolerância à glicose e insulina e capacidade cognitiva.

O trabalho usou dois tipos de ratos para a análise. Os do primeiro grupo possuíam uma mutação na proteína tau, presente nos neurônios. A deficiência nessa proteína, inclusive nos humanos, pode levar ao Alzheimer. O outro grupo, de controle, não tinha o mesmo problema.

Resultados

Depois das 30 semanas ingerindo alimentos gordurosos, os ratos do grupo controle ganharam peso, passaram a exibir comportamentos semelhantes à ansiedade e mostraram níveis mais altos de tau no cérebro. Os emaranhados de tau podem indicar o surgimento do Alzheimer.

Já os ratos do primeiro grupo – que já apresentavam a mutação, depois de 30 semanas expostos à dieta rica em gordura, desenvolveram problemas ainda maiores. Eles adquiriram intolerância à glicose, ou seja, pré-diabetes, e resistência à insulina.

Além disso, tiveram mais episódios semelhantes à depressão e ansiedade. Neles, a proteína tau também pôde ser vista na forma que indica Alzheimer.

Os estudos apoiaram descobertas anteriores que mostram que obesidade, diabetes e dietas ricas em gordura podem estar relacionadas a problemas no sistema nervoso central.

Dieta gordurosa pode levar à depressão e Alzheimer, sugere estudo - destaque galeria
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É comum que, no estágio inicial, os sintomas sejam confundidos com o processo natural do envelhecimento. No entanto, familiares e pessoas próximas devem ficar atentas aos sinais
Também é importante buscar ajuda de médicos, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o caso e retardar o avanço das doenças, bem como aumentar a qualidade de vida dos pacientes
O Parkinson provoca a morte de neurônios que produzem dopamina e desempenham papel importante no sistema locomotor. Os homens são os mais acometidos
Os familiares do paciente devem ficar atentos aos primeiros sinais de lentidão, rigidez muscular e tremores frequentes, que são mais característicos desta condição
O Alzheimer, por sua vez, afeta mais a população feminina. Ele provoca a degeneração e a morte de neurônios, o que resulta na alteração progressiva das funções cerebrais
O Parkinson, o Alzheimer e a demência são doenças neurodegenerativas que afetam principalmente a população idosa. As condições são progressivas e, com o passar do tempo, o paciente torna-se mais dependente do cuidado de terceiros
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O Parkinson, o Alzheimer e a demência são doenças neurodegenerativas que afetam principalmente a população idosa. As condições são progressivas e, com o passar do tempo, o paciente torna-se mais dependente do cuidado de terceiros

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É comum que, no estágio inicial, os sintomas sejam confundidos com o processo natural do envelhecimento. No entanto, familiares e pessoas próximas devem ficar atentas aos sinais
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Também é importante buscar ajuda de médicos, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o caso e retardar o avanço das doenças, bem como aumentar a qualidade de vida dos pacientes
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Divulgação
O Parkinson provoca a morte de neurônios que produzem dopamina e desempenham papel importante no sistema locomotor. Os homens são os mais acometidos
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Os familiares do paciente devem ficar atentos aos primeiros sinais de lentidão, rigidez muscular e tremores frequentes, que são mais característicos desta condição
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O Alzheimer, por sua vez, afeta mais a população feminina. Ele provoca a degeneração e a morte de neurônios, o que resulta na alteração progressiva das funções cerebrais
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A demência é progressiva e os sintomas iniciais bastante conhecidos: perda de memória e confusão são os mais comuns. A condição atinge até 25% das pessoas com mais de 85 anos no Brasil
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Perda auditiva: pode estar ligada a mudanças celulares no cérebro. Mas a perda de visão e audição pode levar o idoso ao isolamento social, que é conhecido há anos como um fator de risco para Alzheimer e outras formas de demência
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Outros sinais que podem indicar doenças neurodegenerativas, são: desinteresse pelas atividades habituais, dificuldade em executar tarefas do dia-a-dia, repetir conversas ou tarefas, Desorientação em locais conhecidos e dificuldade de memorização
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