“Dever cumprido”, diz 1ª voluntária brasileira da vacina contra Covid-19

Coordenadora da Odontologia do Hospital São Paulo recebeu dose da candidata à imunização desenvolvida pela Universidade de Oxford

Denise-Caluta-Abranches@deabranches/Instagram

atualizado 30/06/2020 15:31

A terceira e última fase de testes da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford começou na última semana no Brasil. A primeira voluntária a receber a imunização foi a cirurgiã dentista Denise Abranches, 47 anos, coordenadora da Odontologia do Hospital São Paulo.

O projeto está sendo conduzido em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde Denise é professora adjunta da Escola Paulista de Medicina. Ela é uma das 2 mil pessoas saudáveis que receberão a dose no Brasil e se encaixa no perfil indicado para os voluntários: profissional de saúde com idades entre 18 e 55 anos que estejam no combate à Covid-19.

Em entrevista ao jornal O Globo, Denise descreveu o voluntariado na pesquisa como “um ato de amor” dedicado aos pacientes da doença isolados de suas famílias. A aplicação foi realizada em 23 de junho, mas não é possível saber se ela recebeu a vacina ativa contra a Covid-19 ou um imunizante contra meningite, que está sendo aplicado no chamado grupo controle.

Um dos critérios de avaliação para participar do estudo era não ter sido infectada pelo novo coronavírus. Em 20 de junho, a profissional realizou o teste sorológico, que não detectou a presença de anticorpos no organismo dela.

Denise contou que não sentiu nenhuma manifestação significativa adversa, nem medo de tomar uma vacina que não possui regulamentação. “Já estou no meio do caos mesmo. Vivo diariamente no meio dos pacientes de alta complexidade, intubados na UTI. Eu já poderia ter sido contaminada em algum momento, mas não fui por causa da alta disciplina”, contou.

O próximo passo é aguardar para saber se a vacina desenvolverá a imunização esperada. Até lá, a cirurgiã dentista acompanhará a evolução de sua resposta imunológica no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), da Unifesp. (Com informações de O Globo)

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