Grávidas podem comer qualquer coisa? Saiba qual é o limite do desejo

Desejos alimentares são comuns na gestação, mas médicos alertam que excessos podem trazer riscos para mãe e bebê

atualizado

metropoles.com

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Grávida com desejos alimentares, comendo salada de frutas- Metrópoles
1 de 1 Grávida com desejos alimentares, comendo salada de frutas- Metrópoles - Foto: Magnific

Os desejos alimentares fazem parte da rotina de muitas grávidas e podem surgir de forma inesperada durante a gestação. Vontade intensa de doces, comidas específicas e até combinações inusitadas são frequentes nesse período. Apesar de comuns, especialistas alertam que os desejos precisam de equilíbrio para não prejudicar a saúde da mãe e do bebê.

Mudanças hormonais, alterações emocionais e adaptações metabólicas estão entre os fatores que ajudam a explicar o fenômeno. O problema começa quando o consumo excessivo de certos alimentos aumenta o risco de diabetes gestacional, hipertensão e ganho de peso exagerado.

Segundo o obstetra Rodrigo Ruano, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, as alterações hormonais da gestação têm papel importante no aumento dos desejos alimentares.

“As necessidades metabólicas e alimentares mudam durante a gestação, podendo contribuir para aumento dos desejos alimentares”, explica Ruano.

Além das mudanças fisiológicas, fatores emocionais como ansiedade e alterações de humor também podem influenciar o aumento do apetite durante a gravidez.

Grávidas podem comer tudo o que tiverem vontade?

Apesar da fama de “comer por dois”, especialistas reforçam que a gestante não deve liberar completamente a alimentação. Alguns alimentos exigem atenção e outros precisam ser evitados durante toda a gravidez.

Ruano recomenda uma alimentação balanceada, rica em proteínas, frutas, verduras e vitaminas, além da redução de açúcar, frituras e excesso de sal. “Nem todos os alimentos são recomendados para a saúde do binômio mãe-filho na gestação”, alerta o médico.

O obstetra Leonardo Coelho, da Maternidade Brasília, afirma que o quadro é extremamente comum entre grávidas. “Desejos alimentares são realmente bem comuns na gestação, afetando de 58% a 75% das mulheres”, afirma Coelho.

Os especialistas destacam que existem limites de segurança e que a necessidade calórica varia conforme cada gravidez. Gestantes não podem comer tudo que sentirem vontade e certamente há limites de segurança ajustados individualmente.

Entre os alimentos que merecem mais cuidado estão bebidas alcoólicas, comidas cruas, derivados não pasteurizados, refrigerantes e produtos com excesso de açúcar.

Quando os desejos alimentares viram sinal de alerta

Em alguns casos, os desejos alimentares podem indicar problemas de saúde ou até transtornos alimentares. A situação exige atenção principalmente quando há vontade de consumir substâncias não alimentares, como gelo, terra ou tijolo.

Esse quadro é chamado de síndrome de pica ou alotriofagia e pode estar relacionado à anemia, deficiência nutricional ou alterações emocionais.

Além disso, o excesso alimentar durante a gestação aumenta o risco de diabetes gestacional, hipertensão e ganho excessivo de peso. Por isso, especialistas reforçam a importância do acompanhamento pré-natal e da orientação médica individualizada ao longo da gravidez.

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