Carnaval 2026

Dermatologista explica como evitar alergias com fantasias de Carnaval

Substâncias em adereços, sprays e maquiagens de Carnaval podem causar irritações. Especialistas orientam como evitar o incômodo

atualizado

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Foto colorida de foliões pulando Carnaval - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de foliões pulando Carnaval - Metrópoles - Foto: FG Trade/Getty Images

O brilho, as cores e os adereços do Carnaval ajudam a compor a festa, mas também podem trazer riscos para quem tem pele sensível ou histórico de alergias.

Tecidos sintéticos, tintas, colas, espumas e até o protetor solar podem desencadear irritações, dermatites e crises alérgicas. Especialistas alertam que a prevenção começa antes mesmo de sair de casa: na escolha da fantasia.

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), optar por materiais hipoalergênicos e tecidos leves reduz a chance de irritações cutâneas. A entidade chama atenção para produtos comuns durante a folia que podem causar reações adversas, especialmente em crianças.

Fantasia x dermatite

O dermatologista e alergista Mario Cézar Pires, do Hospital do Servidor do Estado de São Paulo, explica que fantasias muito quentes, apertadas ou feitas com tecidos sintéticos favorecem problemas de pele.

“O ideal é escolher roupas leves, que permitam ventilação e não fiquem em contato excessivo com a pele”, orienta.

Segundo o médico, brilhos colados, lantejoulas, tintas e elásticos podem provocar dermatite de contato — reação inflamatória caracterizada por coceira, vermelhidão e descamação. “Quando há histórico de alergia, o cuidado deve ser redobrado, principalmente em crianças”, afirma.

A dermatologista Selma Hélène, do Hospital Israelita Albert Einstein e presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), também ressalta a necessidade de atenção redobrada à pintura facial.

“É importante usar produtos apropriados para a pele infantil e remover completamente a maquiagem antes de dormir”, recomenda.

Como evitar alergias no Carnaval

  • Escolha fantasias com tecidos leves e hipoalergênicos.
  • Evite peças muito apertadas ou com excesso de brilho e cola.
  • Use tintas próprias para a pele e remova antes de dormir.
  • Redobre cuidado com sprays de espuma e evite uso em crianças.
  • Opte por protetor solar hipoalergênico.
  • Use repelentes adequados à idade para prevenir picadas.
  • Mantenha hidratação e prefira roupas que não retenham calor.

Espumas, tintas e calor entram na lista de risco

Entre os itens destacados pela ASBAI estão os sprays de espuma, que podem causar lesões em mucosas — ocular, oral e nasal — além de sensibilização da pele em caso de contato prolongado.

A entidade alerta que o uso por crianças não é recomendado e que produtos importados irregularmente podem não atender às normas do Inmetro, além de serem inflamáveis.

As tintas faciais devem ser preferencialmente orgânicas e aplicadas em áreas limitadas da pele, evitando comprometer a transpiração. O cuidado deve ser ainda maior quando são aplicadas perto dos olhos e da boca.

Outro ponto de atenção é a urticária induzida pelo calor ou pela exposição solar. Em dias de alta temperatura, o uso de protetor solar é essencial — mas a própria ASBAI lembra que o produto também pode causar dermatite de contato.

Por isso, a orientação é escolher versões hipoalergênicas ou seguir recomendação médica, especialmente em pessoas com histórico de reação. Além disso, picadas de insetos comuns no verão, como borrachudos e pernilongos, podem desencadear reações importantes. Ferroadas de formigas, vespas e abelhas podem causar anafilaxia, considerada a forma mais grave de reação alérgica e potencialmente fatal.

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Escolher tecidos leves e produtos adequados reduz o risco de alergias durante o Carnaval

Alergia alimentar e cuidados na praia

Para quem passa o feriado em cidades litorâneas, a ASBAI reforça o alerta para alergias alimentares, especialmente a frutos do mar.

Pessoas com diagnóstico conhecido devem evitar o contato cruzado com alimentos que contenham proteínas alergênicas e seguir o plano de ação para emergências orientado pelo médico. Caso surjam sintomas durante a refeição, o consumo deve ser interrompido imediatamente e deve-se procurar atendimento médico.

A associação destaca ainda que não é possível prever a primeira reação alérgica em quem nunca apresentou sintomas, o que reforça a importância da atenção a sinais como coceira, inchaço, dificuldade para respirar e mal-estar súbito.

Com planejamento e escolhas mais conscientes, é possível aproveitar o Carnaval com segurança. A atenção aos detalhes — da fantasia ao que vai no prato — faz diferença para evitar que uma reação alérgica interrompa a festa.

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