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Carnaval aumenta o tesão? Entenda o “fogo” desta época
Entre música, calor e encontros na rua, o Carnaval cria um clima de permissividade e estímulo que muda a forma como as pessoas flertam
atualizado
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O Carnaval é, para muita gente, um tipo de “suspensão da rotina”. As regras do cotidiano ficam mais flexíveis, os corpos ocupam a rua com menos culpa e mais presença, e o desejo parece ganhar volume no meio do calor, da música e do contato coletivo. Não é só impressão: a folia mexe com a libido porque muda o cenário emocional — e, principalmente, os “rituais de sedução” que costumam ser mais contidos ao longo do ano.
Na prática, o que acontece é uma combinação de estímulos: fantasia, dança, proximidade física, bebida, sensação de anonimato e um clima social que autoriza o flerte. O que em outros contextos poderia ser visto como “exagero” ou “atitude demais”, no Carnaval vira parte do momento. E isso muda a forma como as pessoas se olham, se aproximam e se permitem.
Segundo o médico João Victor da SegMedic, o Carnaval abre um período de exceção. “Existe uma permissão social para a quebra de papéis rígidos do cotidiano. Fantasias, música, proximidade física e o anonimato das multidões reduzem as barreiras de julgamento e facilitam os rituais de sedução, criando um ambiente naturalmente mais aberto à interação e ao prazer”, explica.
Além disso, segundo um levantamento da plataforma Skokka, plataforma de anúncios do mercado adulto, no Carnaval as pessoas também ficam mais diretas com seus interesses sexuais. Durante o Carnaval, quem busca conexões tende a fazê-las de forma mais direta, refletindo um desejo menos mediado pelo ambiente digital e mais alinhado à lógica imediata da festa.
Para João Victor, esse comportamento também encontra respaldo biológico. “O Carnaval funciona como uma verdadeira fábrica de neurotransmissores ligados ao prazer. A atividade física, a exposição ao sol, o flerte e a novidade aumentam a liberação de endorfina, serotonina e dopamina, intensificando a libido, a sensação de recompensa e a busca por conexão.”


O médico também destaca que o cuidado deve continuar após a folia: sintomas como ardência ao urinar, corrimentos, feridas ou lesões na região genital são sinais de alerta e exigem avaliação médica. Mesmo sem sintomas, o ideal é realizar um check-up preventivo entre 15 e 30 dias após o Carnaval, respeitando a janela imunológica de infecções como HIV, sífilis e hepatites.












