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Vida & Estilo

Glitter na pele: o brilho do Carnaval que pode virar irritação

Dermatologista alerta para reações tardias causadas pelo uso excessivo de glitter durante a folia

08/02/2026 11:34
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Getty Images
Maquiagem Carnaval - Metrópoles

O Carnaval acaba, a fantasia vai para o armário, mas os efeitos do glitter podem continuar na pele por dias — ou até semanas. Muito além de um detalhe estético, o brilho usado no rosto e no corpo durante a folia pode provocar irritações, coceiras e inflamações que surgem de forma silenciosa após o fim da festa.

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Segundo especialistas, o problema nem sempre aparece imediatamente. Em muitos casos, as reações são tardias e confundidas com alergias ou sensibilizações sem causa aparente.

Entenda

  • O glitter pode permanecer na pele mesmo após várias lavagens
  • Partículas se acumulam em poros, dobras e microfissuras da pele
  • O uso contínuo aumenta o risco de dermatites e inflamações
  • Produtos não cosméticos são mais agressivos e perigosos

Por que o glitter não sai completamente?

De acordo com a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349), especialista em beleza natural, o glitter não se comporta como um cosmético comum.

“As partículas metálicas ou sintéticas podem se alojar em poros, dobras da pele e microfissuras da barreira cutânea. O glitter não some completamente e pode migrar para regiões mais sensíveis”, explica.

Mesmo após o banho, fragmentos microscópicos podem permanecer aderidos à pele. Quando entram em contato com suor, calor e atrito, essas partículas podem desencadear um processo inflamatório, muitas vezes percebido apenas dias depois.

Glitter de Carnaval é essencial para brilho no rosto, corpo e cabelo, mas exige atenção para evitar lesões oculares, alergias e inflamações na córnea

O risco do uso repetido na folia

Outro fator que agrava o quadro é o uso contínuo do produto por vários dias seguidos — prática comum durante o Carnaval. A sobreposição de glitter aumenta significativamente o risco de dermatites, principalmente em áreas mais sensíveis como rosto, pescoço, colo, axilas e regiões de maior movimento.

“A pele entra em um processo inflamatório contínuo sem que a pessoa perceba. Quando os sintomas aparecem, o Carnaval já acabou”, alerta Denise.

Atenção à procedência do produto

A origem do glitter também faz diferença. Produtos que não são indicados para uso cosmético podem conter partículas irregulares e mais agressivas, capazes de causar microlesões na pele e facilitar inflamações.

Para quem não abre mão do brilho, a orientação da médica é limitar a área de aplicação, evitar regiões sensíveis e remover o produto com movimentos suaves, sem esfregar excessivamente.

Glitter na pele: o brilho do Carnaval que pode virar irritação - destaque galeria
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A limpeza da pele é essencial para remover impurezas, excesso de oleosidade e maquiagem
O erro mais frequente é acreditar que quanto mais produtos, melhor o resultado
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Diversos princípios ativos podem ser usados no skincare

Aleksandra Shamomina/EyeEm/Getty Images

O erro depois da festa

Segundo a dermatologista, um dos maiores equívocos acontece no pós-Carnaval. “Muita gente tenta compensar usando produtos fortes logo depois da folia, quando a pele já está sensibilizada. O ideal é permitir que a pele se reorganize antes de qualquer intervenção”, conclui.

O brilho pode até ser passageiro, mas os cuidados com a pele precisam continuar mesmo depois que a música para.