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Saúde

Curativo à base de plantas previne infecções antes que se instalem

Curativo à base de plantas se mostrou eficaz contra a formação de biofilme bacteriano, criando uma barreira protetora e administrando antibi

14/07/2026 18:25, atualizado 14/07/2026 18:27
Divulgação/Universidade de Bath
Cientista segura curativo à base de planta - Metrópoles

Cientistas da Universidade de Bath, no noroeste da Inglaterra, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Bristol e da Universidade de Newcastle, desenvolveram um curativo à base de plantas que administra antibiótico e protege a ferida de infecções ao mesmo tempo. De acordo com os cientistas, a técnica age justamente nas fases iniciais e mais propícias à infecção.

O curativo dupla-face é feito a partir de polímeros sustentáveis de origem vegetal, à base de furano, o que permite administrar antibióticos de um lado e, do outro, criar uma barreira protetora para a ferida.

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Os resultados foram publicados nesta terça-feira (14/7) na revista científica Bioactive Materials, sendo esta a primeira opção sustentável desse tipo de material a ser usada na área da saúde. Anteriormente, sua exploração ocorria em estudos voltados à produção de plásticos e embalagens ecológicas.


Vantagens do curativo à base de plantas

  • 90% de eficácia contra a formação de biofilme bacteriano.
  • Opção sustentável, diferente das opções derivadas de petróleo e de tratamentos químicos adicionais.
  • Dupla-face: de um lado libera antibiótico e, do outro, cria uma barreira protetora.

 Funcionamento e resultados do curativo à base de plantas

De acordo com os cientistas, por se tratar de um curativo dupla-face, ele permite que, no lado interno, seja administrado um antibiótico comum, a tetraciclina. Ela é liberada rapidamente, sendo capaz de, em quatro horas, concentrar grandes quantidades do medicamento, evitando assim a formação do biofilme bacteriano, responsável pela grande maioria das feridas crônicas.

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Já o lado externo do curativo serve como uma barreira protetora, expelindo a água e moderando a umidade do local. Isso evita o desperdício do antibiótico e ajuda na cicatrização.

Conforme os resultados do estudo, esse tratamento diminui o biofilme bacteriano em até 90%. Para comprovar a eficácia do curativo, os pesquisadores o testaram em laboratório contra infecções comuns de duas bactérias, a Staphylococcus aureus e a Pseudomonas aeruginosa. Ele mostrou sucesso na terapia, sendo compatível com a pele humana, sem apresentar toxicidade.

O autor principal do estudo, Xiang Ding, afirmou: “os dois materiais que utilizamos são muito semelhantes quimicamente; diferem apenas por dois átomos de carbono, mas, ao transformá-los em fibras ultrafinas, podemos amplificar essas minúsculas diferenças moleculares em comportamentos drasticamente diferentes”.

Apesar dos efeitos benéficos e de ser uma opção sustentável — diferente dos plásticos derivados do petróleo e dos tratamentos químicos adicionais —, os pesquisadores ressaltam que é preciso fazer mais testes antes de iniciar a prática clínica.