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Covid: Reino Unido monitora aumento de casos de nova versão da Ômicron

Subvariante do coronavírus foi encontrada em 40 países. Especialistas acreditam que nova cepa não seja mais grave do que a Ômicron

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ilustração de um coronavírus, colorida, azul em fundo branco
1 de 1 ilustração de um coronavírus, colorida, azul em fundo branco - Foto: GettyImages

O Reino Unido monitora o crescimento do número de casos de Covid-19 relacionados à BA.2, uma subvariante da Ômicron que parece ser capaz de se espalhar mais rapidamente, mas não tem características que indiquem maior gravidade.

A BA.2 e a Ômicron têm muitas mutações em comum, no entanto, a linhagem mais recente parece ser capaz de se espalhar mais rapidamente, segundo dados da agência britânica, UK Health Security Agency (UKHSA).

Especialistas afirmam que mais estudos precisam ser feitos, mas há pouco com o que se preocupar no momento pois não há evidências de que a BA.2 seja mais grave ou aumente o risco de hospitalizações.

“Até agora, não há evidências suficientes para determinar se a BA.2 causa doenças mais graves do que a Ômicron, mas os dados são limitados e a UKHSA continua investigando”, disse a diretora de Incidentes Covid-19 da agência britânica, Meera Chand.

“Observações muito iniciais da Índia e da Dinamarca sugerem que não há diferença dramática na gravidade em comparação com BA.1 (Ômicron). Esses dados devem se tornar mais sólidos nas próximas semanas”, escreveu o virologista do Imperial College London, Tom Peacock, no Twitter.

“Pessoalmente, não tenho certeza se a BA.2 terá um impacto substancial na atual onda Ômicron da pandemia”, continuou Peacock.

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De acordo com a OMS, variantes consideradas de preocupação são aquelas que possuem aumento da transmissibilidade e da virulência, mudança na apresentação clínica da doença ou diminuição da eficácia de vacinas e terapias disponíveis
Já as variantes de interesse apresentam mutações que alteram o fenótipo do vírus e, assim, causam transmissões comunitárias, detectadas em vários países
Apesar da alta taxa de transmissão, a Ômicron possui sintomas menos agressivos que o coronavírus
Em setembro de 2020, a variante Alfa foi identificada pela primeira vez no Reino Unido. Ela possui alta taxa de transmissão e já foi localizada em mais de 80 países. Apesar de ser considerada como de preocupação, as vacinas em uso são extremamente eficazes contra ela
Com mutações resistentes, a variante Beta também foi classificada como de preocupação pela OMS. Identificada pela primeira vez na África do Sul, ela possui alto poder de transmissão, consegue reinfectar pessoas que se recuperaram da Covid-19, incluindo já vacinadas, e está presente em mais de 90 países
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Desde o início da pandemia, dezenas de cepas da Covid-19 surgiram pelo mundo. No entanto, algumas chamam mais atenção de especialistas: as classificadas como de preocupação e as de interesse

Viktor Forgacs/ Unsplash
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De acordo com a OMS, variantes consideradas de preocupação são aquelas que possuem aumento da transmissibilidade e da virulência, mudança na apresentação clínica da doença ou diminuição da eficácia de vacinas e terapias disponíveis

Morsa Images/ Getty Images
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Já as variantes de interesse apresentam mutações que alteram o fenótipo do vírus e, assim, causam transmissões comunitárias, detectadas em vários países

Peter Dazeley/ Getty Images
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Apesar da alta taxa de transmissão, a Ômicron possui sintomas menos agressivos que o coronavírus

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Em setembro de 2020, a variante Alfa foi identificada pela primeira vez no Reino Unido. Ela possui alta taxa de transmissão e já foi localizada em mais de 80 países. Apesar de ser considerada como de preocupação, as vacinas em uso são extremamente eficazes contra ela

Aline Massuca/Metrópoles
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Com mutações resistentes, a variante Beta também foi classificada como de preocupação pela OMS. Identificada pela primeira vez na África do Sul, ela possui alto poder de transmissão, consegue reinfectar pessoas que se recuperaram da Covid-19, incluindo já vacinadas, e está presente em mais de 90 países

Morsa Images/ Getty Images
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A variante Gama foi identificada pela primeira vez no Brasil e também é considerada de preocupação. Ela possui mais de 30 mutações e consegue escapar das respostas imunológicas induzidas por imunizantes. Apesar disso, estudos comprovam que vacinas disponíveis oferecem proteção

NIAID/Flickr
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A variante Delta era considerada a mais transmissível antes da Ômicron. Identificada pela primeira vez na Índia, essa variante está presente em mais de 80 países e é classificada pela OMS como de preocupação. Especialistas acreditam que a Delta pode causar sintomas mais severos do que as demais

Fábio Vieira/Metrópoles
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Detectada pela primeira vez na África do Sul, a variante Ômicron também foi classificada pela OMS como de preocupação. Isso porque a alteração apresenta cerca de 50 mutações, número superior ao das demais variantes, é mais resistente às vacinas e se espalha facilidade

Andriy Onufriyenko/ Getty Images
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Classificada pela OMS como variante de interesse, a Mu foi identificada pela primeira vez na Colômbia e relatada em ao menos 40 países. Apesar de ter domínio baixo quando comparada às demais cepas, a Mu tem maior prevalência na Colômbia e no Equador

Callista Images/Getty Images
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Apesar de apresentar diversas mutações que a tornam mais transmissível, a variante Lambda é menos severa do que a Delta, e é classificada pela OMS como de interesse. Ela foi identificada pela primeira vez no Peru

Josué Damacena/Fiocruz
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Localizada nos Estados Unidos, a variante Épsilon é considerada de interesse pela OMS. Isso porque a cepa possui a capacidade de comprometer tanto a proteção adquirida por meio de vacinas quanto a resistência adquirida por meio da infecção pelo vírus

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As variantes Zeta, identificada no Brasil; Teta, relatada nas Filipinas; Capa, localizada na índia; Lota, identificada nos Estados Unidos; e Eta não são mais consideradas de interesse pela OMS. Essas cepas fazem parte do grupo de variantes sob monitoramento, que apresentam risco menor

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Casos

A nova linhagem da Ômicron foi descoberta no início de dezembro, quando cientistas australianos identificaram casos ligados a ela na África do Sul, Austrália e no Canadá.

Acreditava-se que o primeiro paciente seria um homem sul-africano que viajou de Gauteng – epicentro da Ômicron na África do Sul – para Brisbane, na Austrália.

Dados mais recentes mostram que a variante já circulava por outros países em novembro. Aproximadamente 8.040 sequências da subvariante foram feitas desde então em 40 países. A Inglaterra tem 426 casos confirmados de BA.2.

Dados do Sanger, instituto britânico de pesquisa genômica e genética, mostram uma estimativa bem maior, de 1.641 casos apenas no Reino Unido até 8 de janeiro, já que os testes conseguem captar apenas 10% do total real.

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