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Saúde

Pandemia reduziu expectativa de vida para os próximos anos, diz estudo

Dados apontam a redução da expectativa de vida por fatores como a Covid-19 e outras doenças. População deve encolher nos próximos anos

11/01/2024 14:47, atualizado 11/01/2024 18:54
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Idoso no centro de Brasília

A Covid-19 teve um impacto significativo na expectativa de vida da população mundial. A mudança foi percebida principalmente entre os homens: segundo um estudo do Office for National Statistics (ONS), o instituto de estatística do Reino Unido, meninos nascidos entre 2020 e 2022 têm expectativa de vida de 78 anos e sete meses, uma queda de nove meses em comparação com os nascidos entre 2017 e 2019.

Para as meninas, a queda de expectativa de vida foi menor: elas devem viver cinco meses a menos do que as nascidas no período anterior, passando de cerca de 83 anos para 82 anos e sete meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11/1).

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Os especialistas da ONS atribuem a redução a vários fatores, como o aumento das taxas de mortalidade durante a pandemia de coronavírus e “problemas mais profundos com a saúde da nação”, o que inclui taxas crescentes de doenças cardíacas, cânceres e diabetes.

“Embora a expectativa de vida tenha se recuperado um pouco desde a queda acentuada da pandemia em 2020, não tivemos a recuperação esperada de lá para cá, apontando para problemas mais profundos com a saúde da nação e a resiliência do sistema de saúde”, afirma a investigadora sênior do The King’s Fund, Veena Raleigh, em entrevista ao site DailyMail.

No entanto, a redução da expectativa de vida impulsionada pela Covid-19 não significa que um bebê nascido entre 2020 e 2022 terá necessariamente uma vida mais curta.

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“A esperança média de vida de um bebê nascido hoje será determinada pelas mudanças na mortalidade ao longo da sua vida. Se as taxas de mortalidade melhorarem, a expectativa de vida voltará a aumentar”, afirma a porta-voz da instituição, Pamela Cobb.

Pandemia reduziu expectativa de vida para os próximos anos, diz estudo - destaque galeria
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Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente
De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias
Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos
Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono
Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes
Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, exercitar-se ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida e envelhecer melhor
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Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, exercitar-se ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida e envelhecer melhor

Mike Harrington/ Getty Images
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente
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Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente

Hinterhaus Productions/ Getty Images
De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias
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De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias

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Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos
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Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos

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Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono
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Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono

skaman306/ Getty Images
Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes
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Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes

Tom Werner/ Getty Images
A massa muscular e óssea do corpo humano atinge o pico antes dos 30 anos. A partir dessa idade, começa um decaimento natural, ou seja, indivíduos que começam a se exercitar na juventude terão aumento da força óssea e muscular ao longo da vida
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A massa muscular e óssea do corpo humano atinge o pico antes dos 30 anos. A partir dessa idade, começa um decaimento natural, ou seja, indivíduos que começam a se exercitar na juventude terão aumento da força óssea e muscular ao longo da vida

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Pessoas que se exercitam depois dos 30 anos reduzem a queda natural do corpo, conseguem preservar a força óssea e muscular e vivem muito melhor
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Pessoas que se exercitam depois dos 30 anos reduzem a queda natural do corpo, conseguem preservar a força óssea e muscular e vivem muito melhor

Justin Paget/ Getty Images

Encolhimento da população

Com a redução da expectativa de vida, estima-se que nove a cada 10 países vão enfrentar a ameaça de subpopulação até ao final deste século, segundo relatório da da Federação Internacional das Sociedades de Fertilidade (IFFS).

De acordo com o documento, divulgado nesta quinta-feira (11/1), 93% das nações não terão crianças suficientes para substituir as pessoas que morrem até 2100. Os autores do artigo apontam que o efeito pode resultar em falta de jovens para trabalhar, pagar impostos e cuidar dos idosos.

Eles atribuem a futura subpopulação à queda na taxa de fertilidade. O nível ideal é 2,1 filhos por mulher para que as crianças substituam os pais — contudo, a média de filhos no Brasil, por exemplo, gira em torno de 1,65 e a estimativa aponta queda para 1,63. A última vez que o país esteve acima da média de filhos foi em 2002, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os autores acrescentam que a principal consequência do encolhimento da população é o desequilíbrio demográfico, que pode levar a desafios sociais, políticos e econômicos significativos, incluindo a necessidade de imigração para manter as economias funcionando.

O relatório destaca que as políticas de saúde focadas em reduzir nascimentos não intencionais e promover a contracepção contribuíram para a desaceleração do crescimento populacional nas últimas cinco décadas.

“O acesso ao tratamento de fertilidade, melhor educação e mudanças de estilo de vida são sugeridos como soluções, tanto para a infertilidade quanto para aumentar a expectativa de vida”, destaca o artigo da IFFS publicado na revista Human Reproduction Update.

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