Covid longa: estudo detecta 4 fatores que aumentam o risco da condição

Para os pesquisadores, os fatores ajudam especialistas a identificar pacientes com mais riscos de Covid longa e pode auxiliar no tratamento

atualizado 31/01/2022 15:23

covid longaGetty Images

Caracterizada pela persistência dos sintomas da Covid-19 por mais de 60 dias, a Covid longa já afeta milhões de pessoas após a infecção pelo coronavírus. De acordo com especialistas, os principais sinais do problema a longo prazo são fadiga ou exaustão, falta de ar, distúrbios do sono ou insônia, dificuldades de concentração e perda de paladar. Na busca por respostas para explicar a condição, pesquisadores do Instituto de Biologia de Sistemas, nos Estados Unidos, identificaram quatro fatores importantes que revelam quais pacientes têm mais chances de desenvolver o quadro.

A equipe americana coletou amostras de sangue e do nariz de 309 pacientes com o coronavírus para investigar características comuns naqueles que tiveram problemas duradouros após a infecção pelo vírus. Os resultados mostraram que pessoas com carga viral alta, baixos níveis de anticorpos, portadores do vírus Epstein-Barr (EBV) e diabéticos do tipo 2 são mais propensos ao problema, que os pesquisadores chamam de Sequelas Pós-Agudas da Covid-19 (PASC).

“Identificar esses fatores PASC é um grande passo não apenas para entender a Covid longa e potencialmente tratá-la, mas também para identificar quais pacientes correm maior risco de desenvolver doenças crônicas”, descreve no artigo o líder da pesquisa, Jim Heath.

Segundo dados do aplicativo Covid Symptom Study, características como obesidade, asma, idade avançada e ser mulher são aspectos que facilitam a contração do vírus Sars-CoV-2. Além disso, o Escritório de Estatísticas Nacionais, do Reino Unido, descobriu que a Covid-19 sintomática é mais comum indivíduos com idades entre 35 e 69 anos, residentes em áreas pobres, trabalhando em saúde e assistência social e com deficiência.

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Sequelas Pós-Agudas da Covid-19

Os pesquisadores descobriram que a carga viral da doença – quantidade total de vírus no corpo de uma pessoa – está fortemente associada a certos sintomas prolongados da Covid-19. Também foi identificado que o vírus Epstein-Barr (EBV) pode estar associado a futuros sintomas persistentes. O EBV é um vírus comum, que a maioria das pessoas pega quando criança, e pode ser reativado logo após a contaminação com o coronavírus.

“O EBV pode ser reativado em pacientes com Covid-19 devido a um mau funcionamento do sistema imunológico, chamado de ‘desregulação imunológica'”, explica o co-autor do artigo, Yapeng Su.

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