Composto do limão e laranja barra ganho de peso, diz estudo brasileiro
Investigadores brasileiros encontram evidências de que substância presente em frutas cítricas é capaz de evitar a absorção de gordura

A ciência tem uma novidade para quem está tentando perder peso: um composto presente em frutas como o limão e a laranja pode ser um aliado da dieta. De acordo com um estudo brasileiro, o limoneno, substância existente especialmente na casca das frutas cítricas, modula a microbiota intestinal fazendo com que o corpo absorva menos gordura.
Além de ajudar a reduzir o ganho de peso, a substância já tinha outros benefícios descritos: é analgésica, antioxidante, cicatrizante e antitumoral. O limoneno representa de 60% a 90% da composição das cascas de frutas cítricas e está também em seu interior, mas em menor quantidade.

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Ver todasOs dados foram levantados em um estudo feito por nutricionistas do Centro de Pesquisa em Alimentos da Fapesp sediado na Universidade de São Paulo (USP) e publicado em dezembro de 2022 na revista Metabolites. Os pesquisadores estudaram camundongos com dietas super gordurosas.
Os ratos foram divididos em três grupos: o primeiro recebeu uma proporção de 0,1% de limoneno em sua ração diária; o segundo recebeu 0,8%; e o terceiro não ingeriu a substância.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaOs camundongos que receberam 0,1% de limoneno ganharam 30% menos peso do que os ratinhos que não consumiram o composto. Já os do grupo que tomou 0,8% da substância terminaram 25% menos pesados que o grupo de controle.
Portanto, a melhor resposta para o controle de peso não está em comer as maiores quantidades de limão possível. As doses moderadas de limoneno, com 0,1% da dieta, pareceram ser mais efetivas para limitar a absorção de nutrientes.
“Em altas concentrações, o limoneno pode ter eliminado as bactérias benéficas da microbiota intestinal, diminuindo assim as vantagens relacionadas à redução do ganho de peso”, afirmou o nutricionista José Fernando Rinaldi Alvarenga, autor do estudo, à Agência Fapesp na última terça-feira (2/5).
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