Sem exageros: saiba como voltar à rotina após as festas de fim de ano

Para retomar à vida “normal” após as escapadas na rotina, é essencial criar metas pequenas e realistas. Confira dicas para ter sucesso

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1 de 1 Imagem colorida mostra mulher loira deitada em uma cama desligando despertador - Metrópoles - Foto: megaflopp/Getty Images

Após um ano inteiro de trabalho e obrigações, é normal querer dar uma pausa nas responsabilidades em dezembro e janeiro, durante as confraternizações de fim de ano e férias. Para muitas pessoas, os excessos alimentares e de bebidas alcoólicas são permitidos nesse período; o sono fica desregulado e há uma redução ou suspensão das atividades físicas.

No entanto, quando a fase do descanso acaba, as responsabilidades voltam e muitas pessoas têm dificuldades para se recolocar nos trilhos. Para os especialistas ouvidos pelo Metrópoles, o recado é claro: não adianta tentar voltar tudo como era antes repentinamente. A retomada da rotina é um processo que deve ser realizado de forma gradual para que seja eficaz.

“O erro clássico é tentar compensar os excessos com treinos muito intensos ou dietas radicais. O corpo sente e pode gerar quedas de pressão, tontura e fadiga excessiva. Para quem estava sedentário, podem ocorrer dores musculares intensas, lesões musculares e articulares, além de sobrecarga cardíaca”, alerta o clínico geral Luciano Lourenço, do Hospital Santa Helena, em Brasília.

Além do físico, a mente também sente a volta: sem a estratégia correta, o retorno à realidade pode gerar ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de fracasso precoce.

Como voltar à rotina

A principal recomendação para a retomada se baseia em três pilares importantes: atividades físicas regulares, sono adequado e alimentação balanceada. No entanto, também é essencial entender que conseguir seguir esses passos depois de uma temporada mais livre exige metas pequenas e realistas.

Para voltar a se exercitar, escolha uma atividade leve, com duração de 20 a 30 minutos. Planejar o horário do treino, buscando constância e não intensidade, é uma boa estratégia.

Na hora de se alimentar, evite radicalismos e se esforce para manter padrões: volte aos horários das refeições, organize a alimentação da semana e opte por alimentos mais saudáveis e minimamente processados.

Associado aos exercícios e a rotina alimentar está o sono. Um bom descanso é essencial para acelerar a recuperação do organismo e a motivação da mente. Para quem busca emagrecer após alguns exageros, dormir bem também ajuda no processo.

“Observar os sinais do corpo, como fome, saciedade, disposição e sono ajuda a pessoa a perceber rapidamente os benefícios dessas escolhas, o que fortalece a motivação. Ter metas realistas e focadas em bem-estar, e não apenas em peso, também faz toda a diferença”, destaca a nutricionista Caroline Romeiro, gerente técnica do Conselho Federal de Nutrição (CFN).
Imagem colorida mostra homem branco de cabelos pretos reclinado sobre a mesa - Metrópoles
Voltar para a rotina depois das férias pode ser um processo demorado

Segundo a especialista, comer com regularidade e prestar atenção na qualidade do alimento é muito mais eficaz do que buscar dietas restritivas, jejuns prolongados ou cortes radicais de certos grupos alimentares para “compensar” exageros.

“Em geral, alguns dias após o retorno de uma rotina alimentar organizada, com boa hidratação, refeições balanceadas e sono adequado, já são suficientes para que a sensação de inchaço, cansaço e desconfortos gastrointestinais diminuam. Não é necessário ‘desintoxicar’ o organismo com práticas milagrosas”, afirma Caroline.

Dificuldades para voltar ao “normal”: quando devo pedir ajuda profissional?

Seguindo os passos de forma gradual e respeitosa consigo mesmo, é possível voltar à rotina sem sofrimento. Porém, a retomada depende de caso a caso e alguns deles podem exigir ajuda profissional, especialmente quando começa a afetar a qualidade de vida. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Dor persistente por mais de cinco dias;
  • Falta de ar desproporcional ao esforço;
  • Palpitações, tontura ou desmaios;
  • Queda brusca de rendimento;
  • Ansiedade intensa ou constante;
  • Tristeza prolongada;
  • Falta total de energia ou prazer;
  • Insônia persistente.

A qualquer sintoma desses, é importante buscar profissionais para a realização de exames e orientações mais certeiras para corrigir o problema, seja físico ou psicológico. “Procurar ajuda não é fraqueza, é estratégia de saúde”, aconselha Lourenço.

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