Gastro explica como reconhecer os principais sintomas da apendicite

A inflamação pode evoluir para quadros graves, mas sinais da apendicite podem ser confundidos com outras condições

atualizado

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SEBASTIAN KAULITZKI/BIBLIOTECA DE FOTOS CIENTÍFICAS/Getty Images
Ilustração colorida de apêndice - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida de apêndice - Metrópoles - Foto: SEBASTIAN KAULITZKI/BIBLIOTECA DE FOTOS CIENTÍFICAS/Getty Images

A apendicite é uma inflamação do apêndice, pequena estrutura localizada no início do intestino grosso, e pode evoluir rapidamente para quadros graves se não tratada. Os sintomas costumam começar de forma discreta, o que faz muita gente ignorar os sinais iniciais.

Dor abdominal é o principal sinal

O sintoma mais comum da apendicite é a dor abdominal. No início, ela costuma ser difusa, aparecendo na região do umbigo ou na parte superior do abdômen.

De acordo com o gastroenterologista Antonio Hirt, da plataforma Doctoralia, esse quadro inicial pode confundir. “A dor vem acompanhada de náuseas, perda de apetite e, às vezes, febre baixa, o que pode ser confundido com gastrite ou gastroenterite”, explica.

Com o passar das horas, a dor tende a migrar para o lado inferior direito do abdômen, característica clássica da doença, embora não obrigatória.

Sintomas podem variar e confundir

Nem sempre a apendicite se apresenta da mesma forma. A posição do apêndice pode variar dentro do abdômen, alterando a localização da dor.

Em alguns casos, o desconforto pode surgir em regiões diferentes, como próximo à bexiga ou até na parte superior do abdômen. Além disso, outros sintomas podem aparecer:

  • Febre baixa;
  • Náuseas e vômitos;
  • Falta de apetite;
  • Mal-estar geral.

Essa variação dificulta o diagnóstico, principalmente nas fases iniciais.

Ilustração mostra a localização do apendice no corpo - Metrpopoles
Câncer de apêndice, por ser raro, pode ser confundido com apendicite

Diferenças entre homens, mulheres e crianças

Os sintomas da apendicite também mudam conforme o perfil do paciente. Segundo o cirurgião geral Lucas Alceu, do Hospital Brasília Águas Claras, o quadro clássico é mais comum em homens.

“Nas mulheres, a dor pode se confundir com problemas ginecológicos, como cistos ovarianos ou gravidez ectópica, o que exige uma avaliação mais cuidadosa”, afirma.

Já nas crianças, o diagnóstico tende a ser mais difícil. Elas podem apresentar irritação, dificuldade para localizar a dor e evolução mais rápida do quadro.

Quando procurar atendimento médico

A apendicite pode evoluir para complicações graves, como perfuração do apêndice e infecção generalizada. O tempo de evolução varia, podendo se agravar em 24 a 48 horas ou ao longo de alguns dias. Por isso, dor abdominal persistente, que não melhora com analgésicos simples, deve ser investigada.

“Se a dor é contínua e foge do padrão habitual, o ideal é procurar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce evita complicações graves”, alerta Alceu.

Embora existam casos específicos de tratamento com antibióticos, a cirurgia ainda é considerada o padrão-ouro para a apendicite, garantindo resolução definitiva do problema.

Ignorar os sintomas pode transformar um quadro simples em uma emergência médica, e é justamente isso que torna a atenção aos sinais tão importante.

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