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Chá anti-inflamatório ajuda a controlar a glicose e reduzir o estresse

Bebida de origem natural tem ação anti-inflamatória e pode auxiliar no equilíbrio do açúcar no sangue quando associada a hábitos saudáveis

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Chá de manjericão-santo (tulsi) em xícara de vidro transparente com folha fresca de manjericão-santo sobre fundo de madeira azul. Metrópoles
1 de 1 Chá de manjericão-santo (tulsi) em xícara de vidro transparente com folha fresca de manjericão-santo sobre fundo de madeira azul. Metrópoles - Foto: Ninetechno/Getty Images

Controlar os níveis de açúcar no sangue é fundamental para a saúde. A glicose alta por longos períodos pode favorecer o desenvolvimento de diabetes, problemas cardiovasculares e alterações metabólicas. Nesse cenário, além de hábitos saudáveis, alguns chás vêm sendo estudados como aliados complementares no cuidado diário.

Entre as opções analisadas pela ciência, o manjericão-santo, também conhecido como tulsi, tem despertado interesse por seus possíveis efeitos sobre o metabolismo. Tradicionalmente consumida na forma de chá, a planta é associada a propriedades terapêuticas relacionadas à regulação da glicemia, à ação antioxidante e ao controle de processos inflamatórios.

Estudos indicam que o manjericão-santo pode contribuir para o melhor aproveitamento da glicose pelo organismo ao favorecer a sensibilidade das células à insulina, hormônio responsável por permitir a entrada do açúcar nas células. Esse mecanismo pode auxiliar o controle da glicemia, especialmente em pessoas com resistência insulínica.

“Ele pode ter um papel indireto no controle de peso, já que melhora a sensibilidade à insulina e ajuda na regulação do estresse, fatores que influenciam o metabolismo energético e o apetite. Porém, o controle da obesidade exige uma abordagem multifatorial que inclui alimentação balanceada, atividade física e, quando necessário, acompanhamento médico”, esclarece a endocrinologista Fernanda Parra, que atende em São Paulo.

Benefícios do chá de manjericão-santo

  • Redução da glicemia em jejum e melhora da sensibilidade à insulina.
  • Regulação do cortisol e redução do estresse.
  • Ação antioxidante e combate a radicais livres.
  • Auxílio em sintomas respiratórios, como tosse e inflamação.
  • Contribuição para equilíbrio emocional e relaxamento.

Saúde respiratória

Outro efeito observado envolve o sistema respiratório. O consumo desse chá pode ajudar a aliviar desconfortos nas vias aéreas e favorecer uma respiração mais confortável, especialmente em pessoas com condições respiratórias crônicas.

“O chá de manjericão-santo tem sido estudado como apoio no tratamento de condições respiratórias como bronquite e asma. Ele não substitui o tratamento médico, mas pode melhorar sintomas como tosse, secreção excessiva e inflamação das vias aéreas, ajudando na respiração”, explica Stephanie Araújo, nutricionista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, em Curitiba.

Efeito sobre o estresse e o equilíbrio do organismo

A planta também é classificada como adaptógena, termo usado para substâncias que ajudam o organismo a lidar melhor com situações de estresse físico e emocional. O consumo regular está associado à redução de sintomas leves de ansiedade, fadiga e alterações do sono, contribuindo para um equilíbrio mais amplo do funcionamento do corpo.

Apesar dos benefícios potenciais, especialistas reforçam que o chá não deve ser encarado como solução isolada.

O controle da glicose depende de um conjunto de fatores, que inclui alimentação adequada, prática regular de exercícios físicos e acompanhamento profissional, sobretudo em pessoas com diabetes ou outras condições metabólicas.

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O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas
A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo
Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal
O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais
Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta
O diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada
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O diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada

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O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas
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O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas

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A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo
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A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo

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Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal
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Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal

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O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais
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O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais

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Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta
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Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta

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O diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má-formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros
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O diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má-formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros

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Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento
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Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento

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É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença
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É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença

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Os sintomas do diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco
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Os sintomas do diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco

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Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções
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Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções

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O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (diabetes)
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O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (diabetes)

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Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle
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Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle

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Quando o diabetes não é tratado devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão
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Quando o diabetes não é tratado devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão

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Contraindicações

O consumo do manjericão-santo exige atenção em algumas situações. Pessoas que utilizam medicamentos para controle da diabetes podem apresentar quedas acentuadas da glicemia, aumentando o risco de hipoglicemia.

A planta também pode interferir no metabolismo de medicamentos que atuam no fígado e potencializar os efeitos de ansiolíticos, anticoagulantes e remédios para pressão arterial. Pacientes com distúrbios da tireoide devem ter cautela e não substituir tratamentos convencionais pelo uso do chá.

“O consumo do manjericão-santo deve sempre ser acompanhado por um médico, principalmente em pacientes em uso contínuo de medicamentos”, orienta a endocrinologista Fernanda.

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