Nutri aponta chá anti-inflamatório para controlar a glicose no sangue
O chá tem compostos que auxiliam no equilíbrio do açúcar no sangue, mas funciona mais como apoio e menos como uma solução para a diabetes
atualizado
Compartilhar notícia

O controle da glicose no sangue costuma ser uma das maiores preocupações de quem convive com alterações metabólicas ou busca prevenir a diabetes tipo 2. Nesse cenário, o chá de hibisco aparece como um aliado por ter várias substâncias benéficas ao organismo.
O chá de hibisco também tem efeito diurético e pode contribuir para o equilíbrio do metabolismo da glicose, principalmente se fizer parte de um conjunto de hábitos saudáveis. Por isso, mesmo que não substitua tratamento, a bebida pode servir como uma estratégia complementar.
“O hibisco faz mais sentido como coadjuvante em pessoas com pré-diabetes, síndrome metabólica ou sobrepeso, especialmente quando há também pressão alta ou retenção de líquido”, orienta o médico nutrólogo Thiago Viana, de São Paulo.
Compostos do chá que ajudam no equilíbrio da glicose
O hibisco tem concentrações antioxidantes importantes, como as antocianinas e os polifenóis, além de ácidos orgânicos que ajudam a reduzir processos inflamatórios no corpo. Esse tipo de inflamação surge com hábitos como consumo frequente de açúcar e ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso e privação de sono.
É exatamente aí que o chá de hibisco entra: ele reduz essa inflamação para que a insulina funcione melhor. A insulina é o hormônio responsável por levar o açúcar do sangue para dentro das células, onde é usado como energia. Com isso, o organismo lida melhor com a glicose.
“Os compostos bioativos do hibisco ajudam a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, dois fatores que interferem diretamente na sensibilidade à insulina. Quando esse ambiente metabólico melhora, o controle da glicose tende a ficar mais eficiente”, explica a nutricionista Thays Pomini, de São Paulo.
Controle da glicose depois das refeições
Outro benefício do chá de hibisco é o efeito no comportamento da glicose depois das refeições. Os compostos fenólicos presentes na bebida retardam a digestão e a absorção dos carboidratos, o que ajuda a evitar picos de açúcar no sangue.
Esse efeito pode ser especialmente útil para pessoas com resistência à insulina ou com tendência a oscilações glicêmicas. Ainda assim, os resultados dependem da qualidade da alimentação como um todo, já que o chá atua como apoio dentro de uma rotina saudável.

Benefícios do chá de hibisco
- O chá de hibisco é conhecido por ter propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antibacterianas.
- Em associação com uma alimentação saudável, o chá diminui a gordura corporal, melhora a digestão e evita a retenção de líquidos.
- Por conter antioxidantes e bioflavanoides, a bebida ajuda a controlar os níveis de colesterol e, em consequência, contribui para evitar doenças cardíacas.
- O consumo da bebida, desde que não seja em excesso, aumenta as enzimas desintoxicantes, reduzindo danos ao órgão.
Modo de preparo ideal do chá de hibisco
Ingredientes:
- 1 colher de sopa das flores secas de hibisco;
- 200 a 300 ml de água quase fervente.
Modo de preparo:
Esquente a água e adicione as flores secas de hibisco antes da fervura completa dela. Deixe em infusão por cinco a 10 minutos. Coe e consuma quente ou frio.
Importante: as flores não podem ser fervidas junto à água, pois o processo pode comprometer os compostos bioativos do chá.
Contraindicações do chá de hibisco
Algumas pessoas precisam ter cuidado com o consumo do chá de hibisco. Indivíduos que têm pressão baixa devem evitar o uso excessivo, porque a bebida pode favorecer quedas ainda maiores da pressão.
Gestantes também precisam de cuidado, já que, em quantidades grandes, o chá pode estimular o fluxo menstrual e aumentar riscos durante a gravidez.
Pacientes em tratamento contra o câncer devem buscar orientação médica antes de incluir o chá na rotina, pois ele pode interferir na ação de alguns medicamentos. Pessoas com tumores sensíveis a hormônios, como o câncer de mama, também precisam de cautela, já que o hibisco contém compostos que podem interferir em tratamentos hormonais.
