Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Carne processada eleva risco de câncer no estômago e esôfago, diz estudo

Pesquisa com 450 mil pessoas associa consumo diário a maior risco e aponta efeito diferente entre tipos de carne

10/09/2026 15:33, atualizado 10/09/2026 15:36
Magnific
Seleção de carne processada vista de cima. Metrópoles

O consumo frequente de carne processada está associado a maior risco de câncer no estômago e no esôfago, segundo um estudo internacional com mais de 450 mil pessoas. A análise acompanhou os participantes por mais de 14 anos e comparou hábitos alimentares com registros de diagnóstico da doença.

Os resultados, publicados em maio no International Journal of Câncer, focaram em tumores do tipo adenocarcinoma, que se desenvolvem em células glandulares e estão entre os mais comuns nessas regiões do corpo.

Risco cresce com consumo diário

Os pesquisadores calcularam que o consumo adicional de 30 gramas por dia de carne processada esteve associado a aumento de 9% no risco de câncer gástrico e de 13% no risco de adenocarcinoma de esôfago.

A relação foi mais evidente em um subtipo de câncer gástrico conhecido como intestinal. Esse tipo está entre os mais frequentes no mundo, enquanto o câncer de esôfago ocupa posição importante nas estatísticas globais.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

Produtos como bacon, salsicha e outros embutidos fazem parte do grupo de carnes processadas, que passam por métodos como cura, defumação ou adição de conservantes.

Carne processada eleva risco de câncer no estômago e esôfago, diz estudo - destaque galeria
9 imagens
Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
1 de 9

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

boonchai wedmakawand
Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
2 de 9

Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

Phynart Studio/ Getty Images
A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
3 de 9

A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.

Flashpop/ Getty Images
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
4 de 9

Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago

FG Trade/ Getty Images
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
5 de 9

A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

South_agency/ Getty Images
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
6 de 9

Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

Peter Dazeley/ Getty Images
A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
7 de 9

A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados

RealPeopleGroup/ Getty Images
Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
8 de 9

Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

ljubaphoto/ Getty Images
Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
9 de 9

Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

DjelicS/ Getty Images

Ao analisar outros tipos de carne, os pesquisadores encontraram resultados diferentes. A carne vermelha não processada não mostrou relação relevante com esses tumores.

Já a carne branca apresentou um comportamento específico. Entre mulheres, o consumo adicional de 20 gramas por dia foi associado a maior ocorrência de câncer em partes do estômago, algo que não apareceu entre homens.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

Os autores indicam que fatores como o modo de preparo dos alimentos e a forma como o organismo processa proteínas podem ajudar a explicar os achados, mas ressaltam que essa relação ainda precisa ser melhor investigada.

Possíveis explicações

No caso das carnes processadas, há mecanismos já estudados. O consumo pode aumentar a ingestão de sal e de substâncias formadas durante o processamento e o preparo, que podem irritar a mucosa do estômago.

Além disso, compostos gerados em altas temperaturas podem causar danos ao DNA e favorecer alterações celulares.

Limitações do estudo

Apesar do número elevado de participantes e do longo acompanhamento, o estudo não permite afirmar relação de causa direta. Os dados sobre consumo de carne foram coletados apenas no início da pesquisa e podem ter mudado ao longo do tempo.

Ainda assim, os resultados se somam a evidências anteriores que associam o consumo de carne processada a maior risco de câncer. Os autores defendem que novas pesquisas investiguem os mecanismos envolvidos e ajudem a orientar recomendações alimentares.