Canetas emagrecedoras: veja alerta da Anvisa para risco de pancreatite

Anvisa reforça uso com prescrição e alerta para risco de pancreatite e eventos adversos ligados ao uso inadequado das canetas emagrecedoras

atualizado

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Imagem mostra uma caneta emagrecedora de perto, aberta, e com a agulha encaixada - Canetas para diabetes podem ajudar a combater vícios, indica estudo - Metrópoles
1 de 1 Imagem mostra uma caneta emagrecedora de perto, aberta, e com a agulha encaixada - Canetas para diabetes podem ajudar a combater vícios, indica estudo - Metrópoles - Foto: Haberdoedas/Unsplash

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta nessa segunda-feira (9/2) para reforçar os riscos associados ao uso inadequado dos medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A preocupação envolve a possibilidade de efeitos colaterais graves, entre eles pancreatite aguda, que pode evoluir para formas mais severas.

Esses medicamentos pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1, que inclui substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Eles têm indicações específicas aprovadas em bula e devem ser utilizados apenas com prescrição e acompanhamento médico.

A agência ressalta que o uso fora dessas orientações, especialmente com finalidade estética sem indicação clínica, aumenta os riscos à saúde.

Apesar do alerta, a Anvisa destaca que não houve mudança na avaliação de segurança desses medicamentos. Segundo a agência, quando usados corretamente, os benefícios terapêuticos continuam superiores aos riscos descritos.

Crescimento das notificações preocupa autoridades

O alerta também se baseia no aumento de notificações de pancreatite associado ao uso desses medicamentos no Brasil e em outros países. Dados da autoridade reguladora do Reino Unido apontam 1.296 notificações entre 2007 e outubro de 2025, incluindo 19 mortes.

No Brasil, de 2020 até dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos e seis mortes por pancreatite ligadas o uso desses medicamentos.

A preocupação com esse cenário levou a Anvisa a determinar, em 2025, a retenção obrigatória da receita na venda desses medicamentos. Desde então, a prescrição deve ser feita em duas vias, e a validade é de até 90 dias, medida que busca reduzir o uso indiscriminado.

Orientações para pacientes e profissionais

A agência recomenda que usuários procurem atendimento médico imediato diante de sintomas como dor abdominal intensa e persistente, especialmente quando acompanhada de náuseas ou vômitos, sinais que podem indicar pancreatite. Profissionais de saúde devem interromper o tratamento caso haja suspeita e confirmar o diagnóstico antes de eventual retomada.

A Anvisa também reforça a importância de notificar eventos adversos no sistema VigiMed, ferramenta usada para acompanhar a segurança dos medicamentos. O monitoramento contínuo, segundo a agência, é fundamental para identificar riscos e orientar o uso seguro desses produtos no país.

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