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Empresa cria “caneta emagrecedora” para gatos e cachorros

Implante que libera GLP-1 — como no Ozempic e Mounjaro — começou a ser testado em gatos. Empresa espera lançar medicamento até 2027

atualizado

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1 de 1 Gato obeso - Foto: Reprodução/Redes sociais

A febre das canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, pode atingir um novo grupo nos próximos anos: os animais de estimação. É o que pretende uma empresa farmacêutica dos Estados Unidos, que iniciou testes de um remédio para emagrecer voltado para gatos.

A empresa Okava Pharmaceuticals, com sede em São Francisco, começou os testes do medicamento MEOW-1, um implante subcutâneo que vai liberar nos pets um medicamento agonista de GLP-1 — como usado nas canetas emagrecedoras.

De acordo com comunicado divulgado pela empresa, o medicamento está sendo testado em 50 gatos por um período de seis meses. O objetivo é desenvolver um medicamento de perda de peso que permita que cães e gatos tenham vidas mais longas e saudáveis.

Além da redução de peso, o medicamento pode ter sucesso no no tratamento de diabetes e doenças renais nos animais.

“Ao melhorar a saúde cardiometabólica por meio da administração contínua de um agonista do receptor de GLP-1, o MEOW-1 tem o potencial de melhorar a qualidade de vida, promover o envelhecimento saudável e se tornar a terapia de prolongamento da vida mais impactante disponível para gatos”, diz o comunicado.

O MEOW-1 é o primeiro ensaio clínico de perda de peso com GLP-1 para cães e gatos e pode significar uma revolução para os animais de estimação.

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É muito comum que gatos de estimação acabem ficando “gordinhos” — o que pode parecer muito fofo para os tutores, mas representa um risco para a saúde dos bichanos. Atualmente, a redução da alimentação e exercícios físicos são os tratamentos mais comuns, mas costumam ser demorados e nem sempre são bem-sucedidos.

“A restrição calórica, ou jejum, é uma das intervenções mais consolidadas para prolongar a vida e melhorar a saúde metabólica em gatos. Mas também é uma das mais difíceis de manter”, explica o CEO da Okava, Michael Klotsman. “O medicamento foi desenvolvido para imitar muitos dos efeitos fisiológicos do jejum, como melhora da sensibilidade à insulina, redução da massa gorda e metabolismo energético mais eficiente, sem exigir mudanças significativas na rotina alimentar ou interromper o vínculo humano-animal que muitas vezes gira em torno da comida”, completa.

A expectativa da Okava é que o medicamento custe aos proprietários cerca de US$ 100 (cerca de R$ 531).

O estudo clínico está sendo realizado sob supervisão do Centro de Medicina Veterinária (CVM) da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA).

A expectativa é que os testes sejam finalizados até agosto de 2026 e a empresa espera receber a aprovação da FDA até 2027 para o medicamento voltado para gatos, e ainda nesta década para o remédio voltado a cachorros.

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