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Tácio Lorran

Canetas emagrecedoras: Saúde recusa propostas de fundações de GO e SP

Por outro lado, fundação do Ministério da Saúde escolheu proposta mais cara da EMS para produzir canetas emagrecedoras

28/11/2025 02:00
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia medidas da pasta diante dos casos de intoxicação por metanol Metropoles

O Ministério da Saúde reprovou definitivamente as propostas apresentadas por fundações ligadas ao governos de Goiás e de São Paulo para a produção de canetas emagrecedoras. O resultado final da avaliação foi publicado na edição dessa terça-feira (25/11) do Diário Oficial da União (DOU). Até então, os projetos estavam em fase de recurso.

Enquanto o Ministério da Saúde exclui projetos ligados a governos de oposição, a Fiocruz – que é um braço da pasta – firmou contrato com a EMS para a produção de canetas emagrecedoras apesar de a farmacêutica ter apresentado uma proposta mais cara do que a da concorrente, conforme revelou a coluna nesta reportagem.

Além disso, a parceria da Fiocruz com a EMS vincula futuro fornecimento desses medicamentos ao SUS sem que haja, porém, licitação ou contrato de compra. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para investigar a parceria, que foi anunciada nas redes sociais pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), como uma “notícia bombástica”.
Padilha anuncia parceria bombástica entre EMS e Fiocruz para produção de caneta emagrecedora
Padilha anuncia parceria bombástica entre EMS e Fiocruz para produção de caneta emagrecedora

As duas propostas recusadas pela pasta foram fornecidas pelo Remédio Popular (Furp), do governo paulista, e pela Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego). Ambos os projetos foram apresentados pelo rito padrão, de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs), ainda em 2024.

No início deste mês, o Ministério da Saúde explicou que os projetos envolvendo o Furp e a Iquego descumpriram requisitos básicos, “como envolvimento de uma terceira empresa no projeto sem fazer parte da parceria e a ausência de transferência do princípio ativo, respectivamente”. “A transferência de tecnologia e o desenvolvimento do produto no Brasil é o mote principal desta política”, acrescentou o órgão.

Procurada desde terça-feira para prestar novos esclarecimentos, a Pasta não se manifestou.