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Jovem tem sintomas de câncer de intestino confundidos com hemorroidas

Depois de passar meses com os sintomas minimizados, o que os médicos achavam se tratar de hemorroidas era, na verdade, câncer de intestino

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Foto colorida da norte-americana Kalei Martin, de 28 anos - Mãe tem sintomas de câncer colorretal confundidos com hemorroidas - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida da norte-americana Kalei Martin, de 28 anos - Mãe tem sintomas de câncer colorretal confundidos com hemorroidas - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A norte-americana Kalei Martin tinha 28 anos quando começou a perceber que algo não estava certo com seu corpo. Ela passou a apresentar mudanças no funcionamento do intestino, dores abdominais e episódios de sangramento — sintomas que, inicialmente, foram atribuídos a hemorroidas.

Porém, meses depois, os exames mostraram que Kalei tinha, na verdade, câncer de intestino. Hoje, ela compartilha a própria história nas redes sociais para alertar outras pessoas sobre os sinais da doença, que tem sido cada vez mais diagnosticada em adultos jovens.


Sinais de alerta do câncer de intestino

  • Presença de sangue na evacuação, seja de vermelho vivo ou escuro, misturado às fezes, com ou sem muco.
  • Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal e que provoca diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.
  • Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal.
  • Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.

Mudanças no intestino e dor abdominal

Moradora de Sacramento, na Califórnia, e mãe de duas crianças pequenas, Kalei começou a notar os primeiros sintomas no início de 2024. Primeiro, ela percebeu o aumento no número de vezes que ia banheiro. Pouco tempo depois, vieram cólicas fortes e desconforto abdominal.

Com o passar das semanas, surgiram sinais ainda mais estranhos. Ela começou a notar uma substância incomum ao evacuar, que descreveu como algo parecido com muco misturado com tecido.

Logo depois, vieram os episódios de sangramento e Kalei passou a sentir vontade constante de ir ao banheiro, mas muitas vezes nada saía além de sangue ou coágulos.

Diagnóstico inicial apontou hemorroidas

Depois de quase dois meses lidando com os sintomas, ela decidiu procurar um médico. Foram feitos exames de sangue e uma avaliação clínica. Por não apresentar anemia — um sinal que poderia indicar perda importante de sangue — a suspeita foi de algo menos grave.

Os médicos sugeriram que o problema poderia ser uma hemorroida interna ou uma fissura anal e ela foi orientada a fazer uma sigmoidoscopia, exame que permite observar parte do intestino. Mas a fila de espera era de aproximadamente dois meses.

Colonoscopia mostrou câncer de intestino

Antes da data do exame, a dor abdominal ficou muito mais intensa. Em um momento de crise, o marido de Kalei a levou ao pronto-socorro. Mesmo assim, ela foi orientada a esperar pelo procedimento que já estava agendado.

Preocupada, ela decidiu entrar em contato direto com o setor de gastroenterologia do hospital e relatou todos os sintomas em detalhes. A equipe decidiu antecipar a investigação e marcou uma colonoscopia completa para a semana seguinte.

Os médicos diagnosticaram o câncer de intestino já em estágio 2. O tumor tinha começado a atravessar a parede do reto, mas ainda não tinha se espalhado para os linfonodos próximos.
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019
O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino
Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus
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Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus

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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019

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O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
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O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado

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Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
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Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras

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Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
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Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)

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Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino
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Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino

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Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal
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Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal

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O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)
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O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)

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O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas
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O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas

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A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor
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A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor

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A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino
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A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino

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Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana
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Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana

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Kalei conta que o tratamento foi difícil. Ela passou por 25 sessões de radioterapia na região pélvica, ao mesmo tempo em que tomava comprimidos de quimioterapia todos os dias. Depois disso, fez mais quatro meses e meio de quimioterapia intravenosa.

Apesar dos efeitos colaterais do tratamento, ela tentou manter a rotina o mais normal possível para cuidar das filhas, que tinham apenas 1 e 3 anos. No final da terapia, os exames mostraram que o tumor havia desaparecido completamente.

Câncer voltou e atingiu os pulmões

Mesmo com a boa resposta inicial ao tratamento, a jovem continuou a fazer acompanhamento médico. Em março de 2025, um exame rotineiro mostrou um nódulo pequeno no pulmão esquerdo.

Inicialmente, os médicos decidiram apenas acompanhar o caso, mas novos exames mostraram que o câncer havia se espalhado para os pulmões, caracterizando metástase. Kalei precisou passar por duas cirurgias para retirar os tumores, uma em cada pulmão, com poucas semanas de diferença.

Alerta sobre os sintomas

Hoje, Kalei segue em monitoramento médico e compartilha a própria história online para ajudar outras pessoas a reconhecerem os sinais da doença. Segundo ela, antes do diagnóstico, não sabia praticamente nada sobre o câncer de intestino.

Os vídeos que publica nas redes sociais já alcançaram milhares de pessoas, e muitos seguidores relatam ter procurado um médico depois de identificar sintomas parecidos.

A principal mensagem que ela tenta passar é que é muito importante prestar atenção ao próprio corpo e buscar investigação médica quando algo parece fora do normal. O hábito do cuidado pode fazer a diferença no diagnóstico.

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