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Saúde

Aos 20, jovem descobre câncer terminal após médico minimizar dor no ombro

Diagnosticado com um câncer raro, o jovem inglês tem apenas alguns meses de vida e agora receberá tratamento paliativo em casa

11/09/2026 15:07
Reprodução/GoFundMe
Imagem colorida de Joshua e sua mãe

Após sentir dores fortes no ombro, o jovem inglês estudante de engenharia, Joshua Sealy, de 20 anos, descobriu um carcinoma de células claras, e agora tem apenas meses de vida.

Ele seguia sua vida de universitário de forma normal, entre os estudos e novos amigos. Mas, com o aumento das dores, decidiu pedir ajuda à mãe, e ambos buscaram atendimento médico. A princípio, a equipe acreditava que se tratava de um problema na ciática ou de uma hérnia de disco. Por conta disso, receitaram analgésicos fortes.

Dias depois, Joshua sentiu um aumento significativo nas dores — que associava ao peso da mochila — e começou a ter dificuldades para controlar a urina, sinal que tinha sido alertado a informar à equipe médica. Devido a esses sintomas, ele foi submetido a uma tomografia.

“Pensávamos que iam confirmar uma hérnia de disco”, disse sua mãe, Janice Sealy, ao jornal The Sun.

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Porém, o resultado foi outro: um tipo de câncer raro e agressivo. O carcinoma de células claras afeta os tecidos moles e se origina, geralmente, em estruturas profundas dos tendões e músculos, principalmente nas pernas, tornozelos e pés.

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Este tipo de câncer representa menos de 1% das ocorrências de todos os sarcomas. Geralmente apresenta um caroço em regiões como braços, pernas, tornozelos, pés, estômago ou intestino. Após o tratamento inicial realizado durante o verão, os médicos fizeram novos exames e identificaram que o câncer se espalhou para outras partes do corpo.

Tratamento paliativo

Com a notícia de que seu câncer é terminal, Joshua foi liberado para receber tratamentos paliativos — terapia focada em garantir qualidade de vida aos pacientes — em casa. Dessa forma, pediu à sua mãe para fazer o que for possível para prolongar sua vida. Mas, de acordo com os médicos, não existem mais opções de cura.

“Ele [Joshua] me disse: ‘Eu não quero morrer ainda’”, desabafa Janice. Ela respondeu ao filho que fará o que estiver ao seu alcance, mesmo com os médicos afirmando que ele tem apenas alguns meses de vida.

Na adolescência, Joshua recebeu o diagnóstico de autismo. Por isso, os médicos acreditam que seja mais difícil para ele assimilar a gravidade da doença.

“Eu queria fazer amigos na faculdade e consegui. Queria viver mais, mas agora, infelizmente, não terei essa oportunidade”, lamenta Joshua.

Com a piora da doença, o jovem está com dificuldades para se alimentar e os médicos disseram que ele não pode usar uma sonda de alimentação, pois não se adaptaria a ela e está muito fraco para novos tipos de tratamento que pudessem prolongar sua vida.

Desde que soube que não há mais opções de cura, o jovem pediu para ir para casa. Dessa forma, sua irmã mais velha, Molly, criou uma campanha na plataforma GoFundMe para ajudar a adaptar a garagem da casa em um quarto para receber o irmão.

“Eu daria tudo para trocar de lugar com ele, mas não posso. Meu filho não está pronto para morrer. Ele virá para casa para receber cuidados paliativos, mas eu não vou desistir, simplesmente não consigo”, desabafa Janice.