Anvisa apreende canetas falsificadas de Mounjaro e recolhe analgésico
Agência identificou canetas de Mounjaro com número de série incompatível e retirou lote de analgésico após suspeita de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de uma unidade falsificada do Mounjaro (tirzepatida) e o recolhimento de um lote do analgésico Paramol (paracetamol) 750 mg. As medidas foram publicadas nesta quinta-feira (30/7) no Diário Oficial da União e entram em vigor imediatamente.
No caso do Mounjaro, a Anvisa informou que a fabricante Eli Lilly identificou no mercado uma unidade com o lote D881474, que é legítimo, mas com o número de série 302199651396 incompatível com o registrado para esse cartucho. Segundo a agência, essa divergência confirma que o produto é falsificado.
Por isso, a Anvisa determinou a apreensão da unidade e proibiu sua comercialização, distribuição e uso.
A agência esclareceu que a medida se aplica apenas às unidades com essa combinação específica de lote e número de série. As demais canetas autênticas do lote D881474, produzidas regularmente pela fabricante, continuam autorizadas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência
Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde
Frequência de envio: Semanal
Ver todasLote de Paramol será retirado do mercado
A agência também determinou o recolhimento do lote 114053 do Paramol 750 mg, fabricado pela Belfar Ltda., além da suspensão da comercialização, distribuição e uso desse lote.
Segundo a resolução, a medida foi adotada após a confirmação de um desvio de qualidade. Durante a avaliação, foram encontrados comprimidos com sujidade, cuja aparência sugeria contaminação por bolor.
A Anvisa informou que a irregularidade contraria as normas de boas práticas de fabricação e motivou a retirada preventiva do lote do mercado.



