Moraes aceita pedido de Bolsonaro para filha receber professor em casa
Um professor particular de matemática e química está autorizado pelo ministro do STF a ir à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a ida de um professor particular à casa de Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de dar aulas de matemática e química à filha caçula do ex-presidente, Laura.
O professor Víctor de Souza Bonfim poderá ir à residência onde o ex-presidente cumpre, em caráter domiciliar, a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por comandar a trama golpista. Excepcionalmente nesta terça-feira (25/8), entre 14h30 e 16h30.
“A autorização ora concedida fica condicionada ao cumprimento das regras e dos procedimentos de segurança estabelecidos para o ingresso e a permanência de pessoas na residência, devendo o profissional submeter-se às orientações e determinações dos agentes responsáveis pela segurança do local”, diz despacho do ministro.
O magistrado ainda avisou à defesa de Bolsonaro que informe ao Supremo os “dias e horários semanais específicos em que serão ministradas as aulas particulares pelo profissional, para apreciação e eventual autorização”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesBolsonaro está em prisão domiciliar desde março, por decisão do ministro, em sua casa, no Condomínio Solar de Brasília, Jardim Botânico. Segundo os advogados, a partir da próxima semana, as aulas deverão ocorrer uma vez por semana, com duração de pelo menos duas horas.
“Trata-se de atividade estritamente educacional, destinada ao acompanhamento escolar da filha do peticionário [Bolsonaro], razão pela qual se requer a autorização para o ingresso do profissional na residência, observadas as condições de fiscalização e restrições já adotadas”, afirmaram os advogados.
Bolsonaro mora na residência com a filha, a sobrinha e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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Com o fim da suspensão de 30 dias imposta por Moraes às visitas a Bolsonaro, os filhos Carlos e Jair Renan poderão voltar a visitar o pai, seguindo os mesmos horários, condições e medidas de segurança estabelecidos anteriormente.
A medida, entretanto, não se aplica a Flávio Bolsonaro nem a Eduardo Bolsonaro. Flávio está proibido de visitar o pai por 90 dias, enquanto Eduardo permanece nos Estados Unidos.



