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Anvisa proíbe glitter e folhas de ouro vendidos como comestíveis

Produtos da marca Morello continham plástico e foram retirados do mercado pela Anvisa por risco à saúde

atualizado

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata de glitters e folhas de ouro usados na decoração de alimentos após identificar a presença de polímeros plásticos nos produtos.

A medida atinge itens da marca Morello que vinham sendo comercializados como comestíveis, apesar de conterem substâncias proibidas para ingestão.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (16/1), vale para todos os lotes do Pó/Brilho (glitter) para Decoração, em todas as cores, e das Folhas de Ouro para Decoração fabricadas pela empresa 3JG Indústria e Comércio de Artigos para Confeitagem Ltda.

Motivo da suspensão

De acordo com a Anvisa, análises apontaram que os produtos continham materiais plásticos, que não são autorizados para uso em alimentos pela legislação sanitária brasileira. Mesmo assim, os itens eram divulgados e vendidos como ingredientes culinários, inclusive em redes sociais e plataformas de comércio eletrônico.

A resolução cita que houve indicação e sugestão de uso desses produtos diretamente em alimentos, o que contraria as normas que regem a segurança alimentar no país. A ingestão de plásticos é proibida no Brasil desde 1969, quando foi estabelecido o conjunto de regras básicas sobre alimentos.

Com isso, a agência determinou não apenas a suspensão da fabricação e da venda, mas também da propaganda, da distribuição e do uso dos produtos. Os lotes deverão ser recolhidos do mercado.

Alerta ao público

A Anvisa orienta que os produtos suspensos não sejam utilizados em alimentos. A recomendação é interromper o uso e seguir as instruções de descarte ou devolução indicadas pelos pontos de venda.

A agência também chama a atenção para o fato de que itens usados apenas para fins decorativos não são, necessariamente, próprios para consumo.

Mesmo quando associados à confeitaria, esses produtos só podem ser ingeridos se tiverem autorização sanitária específica para uso alimentar. Em caso de dúvida, o consumidor deve verificar a regularização antes de utilizar o item em preparações.

O Metrópoles entrou em contato com a empresa, mas não recebeu posicionamento até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

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