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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da hemofilia

Remédio indicado para adolescentes e adultos poderá ajudar a prevenir episódios de sangramento em pacientes com hemofilia A ou B

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Close de um tubo de coleta a vácuo de vidro contendo solução de DNA para teste em laboratório químico. Mãos de médico com luvas segurando um frasco transparente com amostra de sangue para análise laboratorial. Metrópoles
1 de 1 Close de um tubo de coleta a vácuo de vidro contendo solução de DNA para teste em laboratório químico. Mãos de médico com luvas segurando um frasco transparente com amostra de sangue para análise laboratorial. Metrópoles - Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da hemofilia. O produto, chamado Qfitlia e desenvolvido pela farmacêutica Sanofi Medley, poderá ser utilizado por adultos e adolescentes a partir de 12 anos diagnosticados com hemofilia A ou B.

Segundo a Anvisa, o remédio é indicado tanto para pacientes que possuem inibidores dos fatores de coagulação quanto para aqueles que não apresentam essa condição e poderá ajudar na prevenção de episódios de sangramento. A avaliação do pedido recebeu prioridade da agência porque a hemofilia é considerada uma doença rara, conforme previsto nas regras regulatórias para esse tipo de medicamento.

O que é a hemofilia?

A hemofilia é um distúrbio genético que compromete o processo de coagulação do sangue. Pessoas com a doença apresentam deficiência em proteínas responsáveis por formar coágulos, o que dificulta a interrupção de sangramentos após ferimentos ou procedimentos médicos.

Dependendo do grau da doença, os episódios de hemorragia podem surgir apenas após traumas ou ocorrer de forma espontânea. As articulações e os músculos costumam ser as áreas mais afetadas, o que pode levar a dores recorrentes e danos progressivos quando o quadro não é tratado de forma adequada.

A condição está ligada a alterações genéticas associadas ao cromossomo X, razão pela qual aparece com muito mais frequência em homens.

Existem duas formas principais da doença. Na hemofilia A, o organismo produz pouca ou nenhuma quantidade do fator VIII, uma proteína essencial para a coagulação do sangue. Já na hemofilia B, o problema está na deficiência do fator IX, outra proteína que participa do mesmo processo. A gravidade varia de acordo com a quantidade desses fatores presentes no sangue.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil tem mais de 14 mil pessoas diagnosticadas com hemofilia. A maior parte dos casos corresponde à hemofilia A, que atinge cerca de 11,8 mil pacientes, enquanto pouco mais de 2,3 mil convivem com a hemofilia B.

O acompanhamento médico contínuo é fundamental para reduzir complicações e preservar a mobilidade e a qualidade de vida dessas pessoas.

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