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Anvisa publica registro de imunizante contra a dengue do Butantan

Expectativa é que mais de 30 milhões de doses da vacina contra a dengue estejam disponíveis para a população em 2026. Aplicação será via SUS

atualizado

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Foto colorida, com zoom, de mosquito sobre pele humana e luz vermelha ao fundo
1 de 1 Foto colorida, com zoom, de mosquito sobre pele humana e luz vermelha ao fundo - Foto: Sciepro / Science Photo Library / Getty Images

Após dar parecer favorável sobre a segurança e eficácia em novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro da vacina contra a dengue, a Butantan-DV, nesta segunda (8/12) no Diário Oficial da União. Na prática, o passo permite o início da produção e distribuição do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.

“O registro é um marco para o enfrentamento da dengue no Brasil. A vacina passou por todas as etapas de análise técnica e regulatória previstas na legislação sanitária, garantindo sua segurança, qualidade e eficácia”, destaca a agência em nota.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expectativa é que as doses sejam aplicadas a partir de 2026 através do Sistema Único de Saúde (SUS). De dose única, a vacina é tetravalente e protege contra quatro sorotipos da dengue.

Em parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines, esse é o primeiro imunizante contra a doença produzido por um laboratório nacional. Em nota, o Butantan afirma que, mesmo com o registro, realizará mais estudos sobre a vacina, além de monitorar a ação dela no público geral.

Como funciona a vacina e para quem é recomendada

Inicialmente, a vacina é recomendada para indivíduos de 12 a 59 anos. Segundo avaliação da Anvisa, a Butantan-DV evitou 74,7% dos casos de dengue sintomática nesse público. Já em análise publicada no periódico The Lancet Infectious Diseases, a vacina teve 89% de proteção contra formas graves da doença. A faixa etária poderá ser ampliada futuramente.

A tecnologia dela é baseada no vírus atenuado: dentro do imunizante há o microrganismo ainda vivo, mas enfraquecido e sem capacidade de criar a doença. Ao entrar no corpo, ele estimula o sistema imunológico a gerar uma proteção forte e duradoura contra a doença. O mesmo mecanismo é utilizado nas vacinas contra a febre amarela, poliomielite e algumas contra a gripe.

De acordo com o Butantan, desde novembro já há um milhão de unidades prontas para serem distribuídas. Em meados de 2026, a expectativa é que o número aumenta para mais de 30 milhões de doses.

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