Ameixa seca vira aliada da saúde óssea após os 50 anos, mostra estudo

Compostos da fruta favorecem a fixação de cálcio e podem melhorar a densidade óssea em mulheres na pós-menopausa

atualizado

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prato com ameixas secas
1 de 1 prato com ameixas secas - Foto: Getty Images

Segundo um estudo recente feito por pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, o consumo regular de ameixas secas (50 a 100 g por dia, durante 6 a 12 meses) demonstrou aumento da densidade mineral óssea na coluna e quadril de mulheres na pós-menopausa. As propriedades benéficas são atribuídas à combinação de vários nutrientes que ajudam na composição óssea de pessoas mais propensas a ter osteoporose.

Do ponto de vista nutricional, incluir ameixas secas na rotina alimentar pode trazer ganhos concretos para a saúde óssea, especialmente em pessoas com deficiência nutricional, como a pós-menopausa.

“A ameixa seca é rica em fibras solúveis e insolúveis; sorbitol; vitamina K que ativa proteínas como a osteocalcina, essencial para fixar cálcio na matriz óssea; vitamina A (na forma de betacaroteno); potássio e magnésio que favorecem a mineralização e neutraliza acidez; além de compostos fenólicos como ácido clorogênico. Também fornece pequenas quantidades de ferro, zinco, vitaminas do complexo B e antioxidantes com ação anti-inflamatória”, explica o nutricionista Fernando de Castro.

Em artigo publicado pela Embrapa, alguns produtos, quando submetidos à técnica de secagem e desidratação, conservam intactas suas características físicas e nutritivas. O processo representa uma forma viável de conservação de alimentos para consumo humano. Porém, os alimentos como a ameixa devem ser consumidos com cautela.

“A ameixa desidratada é mais calórica. Nesses casos, para prolongar a saciedade e ajudar na absorção lenta dos carboidratos, sugiro combiná-la com iogurte, queijos, castanhas e outras fontes de proteína e gorduras saudáveis”, ressaltou a nutricionista Cibele Santos, em entrevista anterior ao Metrópoles.

O teor de fibra e sorbitol, também encontrado na ameixa seca, colabora para o equilíbrio da microbiota e melhora do funcionamento intestinal. Apesar do sabor doce, elas têm impacto moderado na glicemia, ajudando na sensibilidade à insulina.

Castro alerta: “A ameixa seca deve ser consumida com moderação, especialmente por pessoas com diabetes ou em dietas restritas em carboidratos, pois apresenta teor elevado de açúcares naturais”, explica.

Em resumo, ameixas secas se apresentam como uma opção prática, acessível e cientificamente respaldada para reforçar a saúde óssea em pessoas acima de 50 anos. Embora não substituam cuidados médicos como suplementação e atividade física, podem atuar como aliadas valiosas de uma dieta equilibrada.

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