Volume do Cantareira atinge 31,4%, após 15 dias de leve recuperação
Dados da Sabesp mostram que o Cantareira registrou mais um leve aumento — o 15º consecutivo — no volume útil, nesta quinta (12/2)
atualizado
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O Sistema Cantareira, principal manancial para o abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo, registrou mais um leve aumento no volume útil e subiu para 31,4% da capacidade total, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), nesta quinta-feira (12/2).
O Cantareira vem, diariamente, há 15 dias, apresentando pequena recuperação. O gráfico da evolução do Cantareira passou de 21,7% e 213,18 hm³ (hectômetro cúbico), em 29 de janeiro, para os atuais 31,4 e 307,94 hm³ de água no reservatório. Ainda de acordo com a Sabesp, choveu em janeiro 89,7% do total esperado em milímetros.
O sistema passou os últimos meses sob atenção constante das autoridades, após oscilar repetidamente em níveis considerados críticos.
Em 8 de janeiro, o índice registrado foi de 19,9%. Em 7 de dezembro, o Cantareira também atingiu 19,9%, nível considerado crítico pela Agência Nacional de Águas (ANA). Nos dias seguintes, o cenário se agravou, com o volume útil caindo para 19,7%, o menor registrado naquele período. Já no dia 23 de janeiro, o nível apresentou leve recuperação e atingiu 21,1% do volume útil, que, apesar de baixo, era o maior patamar registrado desde novembro do ano passado.
Apesar da melhora em parte dos sistemas, o cenário ainda exige monitoramento contínuo, especialmente nos mananciais que seguem próximos de faixas consideradas críticas.
Patamar de operação
As faixas de operação do sistema de abastecimento variam de acordo com o volume útil de água armazenado e definem os limites de retirada. Na Faixa 1, considerada normal, quando o volume é igual ou superior a 60%, o limite de captação é de 33 metros cúbicos por segundo (m³/s). Já na Faixa 2, de atenção, aplicada quando o volume fica entre 40% e 60%, a retirada máxima permitida cai para 31 m³/s.
Quando o volume atinge entre 30% e 40%, o sistema entra na Faixa 3, de alerta, com limite de retirada reduzido para 27 m³/s. A Faixa 4, de restrição, é acionada quando o volume fica entre 20% e 30%, permitindo a retirada de até 23 m³/s. Por fim, na Faixa 5, considerada especial, aplicada quando o volume útil fica abaixo de 20%, o limite de retirada é o mais restritivo, de apenas 15,5 m³/s.












